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Área Protegida do Cabo Girão 5 anos depois é polo turístico

A área é formada pelo Parque Natural Marinho do Cabo Girão, o Monumento Natural do Cabo Girão e a Paisagem Protegida do Cabo Girão. 10-03-2022 Ambiente, Recursos Naturais e Alterações Climáticas
Área Protegida do Cabo Girão 5 anos depois é polo turístico

Decorridos 5 anos desde a criação da Área Protegida do Cabo Girão, revelou-se que, pela singularidade, qualidade e diversidade dos valores presentes, o local revelou-se um polo de elevado valor turístico e cultural, sendo um dos espaços naturais privilegiados da Região, com uma forte atração de visitantes. 


A criação das áreas protegidas é atualmente considerada a principal estratégia para a preservação e conservação do património natural e cultural do planeta. Ciente desta importância, e no seguimento dos compromissos assumidos a nível nacional e internacional, Susana Prada, secretária regional de Ambiente, Recursos Naturais e Alterações Climáticas, relembra que «o Governo Regional da Madeira tem vindo a seguir uma política de proteção dos valores naturais, culturais e paisagísticos da Região, que reforça a imagem da Madeira como destino sustentável»

 

4 mil mergulhos no recife artificial

Também no Parque Marinho, a criação do recife artificial resultante do afundamento do antigo navio da Marinha Portuguesa – Corveta Afonso Cerqueira, permitiu promover a biodiversidade marinha, através da criação de habitat para ser ocupado pelos organismos marinhos, e o desenvolvimento de atividades de turismo subaquático, nomeadamente o mergulho desportivo.

 

Após quase 4 anos do afundamento da corveta, em setembro de 2021, foram efetuados nesse navio aproximadamente 4000 mergulhos, por mergulhadores locais, nacionais e internacionais. O programa pioneiro de monitorização de que é alvo desde o seu afundamento de forma ininterrupta tem revelado de forma clara o papel importante que estas estruturas subaquáticas têm na atração (na fase inicial) e na criação de biodiversidade marinha. Os resultados demonstram que o naufrágio está a ser capaze de recriar algumas das características existentes nos recifes naturais rochosos circundantes, albergando uma riqueza e abundância de peixes que já se equipara à observada nos habitats naturais, albergando também espécies com elevado valor de conservação, como o mero e o badejo. Em Portugal, este é o primeiro programa de monitorização de recifes artificiais cujos trabalhos tiveram início ainda antes do afundamento dos navios, permitindo comparar a situação prévia com a atual.

Susana Prada recorda que «o Governo acreditava que para além da oferta ao nível do turismo com a criação de mais um spot de mergulho, a criação dos recifes artificiais iria constituir uma forma de aumentar os recursos piscículas, pois os recifes forneceriam refúgio à fauna marinha, favorecendo a sua atividade reprodutiva e funcionando como um berçário dos juvenis».

 

A governante refere que «o afundamento deste navio permitiu, igualmente, a formação de um novo ponto de interesse para a prática de mergulho e pesca, consolidando, de forma integrada, essas atividades em toda a Região Autónoma da Madeira. Recorde-se que o potencial destas atividades constitui um estímulo ao mercado turístico, resultando em mais-valias, decorrentes da criação de uma dinâmica de desenvolvimento local e regional».