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Portugal e a Madeira têm de apostar nos sectores onde são competitivos

Miguel Albuquerque defende que Portugal e a Madeira têm de equacionar onde são competitivos e apostar nessas áreas. Todos os sectores relacionados com o Mar e com a Ciência Oceânica, lembra, são áreas onde temos essa vantagem competitiva. 12-07-2022 Presidência
Portugal e a Madeira têm de apostar nos sectores onde são competitivos

O presidente do Governo Regional falava durante a inauguração, na tarde desta terça-feira, em São Lázaro, do Centro Operacional do Observatório Oceânico da Madeira, organismo enquadrado na ARDITI, empresa pública tutelada pela Secretaria Regional da Educação. Uma oportunidade para garantir a continuidade do apoio a todas as agências de investigação da Região.

Uma inauguração onde também esteve presente o secretário de estado do Mar. José Maria Costa visita hoje a Madeira, onde vem mantendo várias reuniões com instituições e empresas ligadas ao sector.

Dirigindo-se a José Maria Costa, Miguel Albuquerque relevou a satisfação em ter recebido na Região o governante, salientando gostar muito de trabalhar com ele: «Nós temos uma escola, que alguns autarcas (José Maria Costa foi presidente da Câmara de Viana do castelo) no exercício dos seus mandatos apreendem, que é a de que não basta falar nem basta invocar princípios, é fundamental concretizar objetivos e acalentar no coração de todos nós aquelas que são as aspirações de desenvolvimento para o futuro».

Um discurso onde a atenção esteve sempre centrado no Mar e nas suas potencialidades: « O Mar é, indiscutivelmente, uma das áreas onde Portugal tem de vencer. E tem de vencer objetivos fundamentais que dizem respeito à qualidade de vida, à Economia e ao bem-estar social das novas gerações».

Para Miguel Albuquerque, o que se está hoje a falar «é da concretização de uma estratégia que está delineada pelo Estado português e pelos governos de Portugal e da Madeira, que é a Estratégia para o Mar».

«A Estratégia para o Mar diz muito da história de Portugal ao longo destes séculos. Portugal construiu-se enquanto nação independente, emancipada, na Península Ibérica, graças ao mar. Foi no mar que Portugal conseguiu alcançar uma grandeza histórica, inaudita», enfatizou.

O governante lembra que Portugal (e a Madeira) tem hoje, de novo, esse desafio pela frente: «Portugal e a Madeira são periférico e ultraperiférica no continente europeu. Mas, a grande vantagem do nosso País é ser um país marítimo. E a nossa plataforma continental, que é mais de 1,8 milhões de quilómetros e que se poderá transformar em mais de 4 milhões de metros quadrados (será das maiores zonas de plataforma continental do mundo), é decisiva e fundamental para o futuro».

Miguel Albuquerque lembra que as gerações de agora, em contraponto com as das gerações mais antigas, são qualificadas, têm acesso à informação e que sabem que o futuro e o desenvolvimento da Humanidade residem na Ciência e na boa utilização da Razão.

E também defendeu que temos obrigação de legar às novas gerações «um mundo melhor do que aquele que recebemos, ou seja, mais próspero, mais limpo, menos poluído, com melhor qualidade de vida». «Esse legado não é apenas político, é um legado ético»?, considerou.

Depois, dirigindo-se aos representantes das ARDITI e aos investigadores ali presentes, agradeceu-lhes a «disponibilidade para contribuírem para um mundo onde a prevalência da Ciência, aliada à Ética, vai dar a todos nós um mundo muito melhor».

«Esta é uma equação que é inquestionável. A nossa obrigação, hoje, é legar para o futuro uma sociedade melhor do que aquela onde vivemos», reiterou.

A concluir a intervenção, Miguel Albuquerque voltou a agradecer a disponibilidade do secretário de Estado do Mar para trabalhar em conjunto com a Madeira. E garantiu: «Vamos continuar a trabalhar com o Governo nacional naqueles que são os objetivos primaciais de concretização do bem-estar nacional e ao serviço da res publica, que foi para isso que fomos eleitos».

O líder madeirense disse ainda que o seu Executivo «continua disponível para colaborar com a ARDITI, com a Universidade, com a StartUp, com os organismos de investigação, no sentido de concretizarmos aquilo que é importante: pôr o nosso conhecimento ao serviço da nossa Sociedade».

O novo espaço, hoje inaugurado, vai albergar, a partir de agora, a toda a logística relacionada com veículos não tripulados do Observatório Oceânico, dispondo de acesso direto à marina de forma a otimizar a operação do Centro.

O COOOM está equipado com um centro de operações que permite receber em direto os dados recolhidos em diversos pontos no mar e dispõe de um laboratório dividido em áreas distintas, que permite desenvolver diferentes tarefas em simultâneo.

O espaço resulta de um investimento de cerca de 200 mil euros, da responsabilidade da Secretaria Regional dos Equipamentos e Infraestruturas.


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