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A Madeira quer estar na rota tecnológica

O secretário regional da Economia, Rui Barreto, disse esta tarde, na abertura da ‘Digital Health Summit 2022’, que decorreu no auditório da reitoria da Universidade da Madeira, que a Região pretende estar na rota de um hub tecnológico, aproveitando as condições que reúne, quer físicas, quer de recursos humanos. 14-12-2022 Economia
A Madeira quer estar na rota tecnológica

Rui Barreto, que começou por lembrar que o turismo da Madeira começou, há cerca de duas anos, como um destino de saúde, poderá aproveitar, agora, com a construção do novo hospital universitário, para relançar essa abordagem, associada a uma rede internacional de conhecimento e investigação neste domínio.

Hoje, conforme referiu, uma variáveis na ponderação na escolha de um local para viver, “é a acessibilidade aos cuidados de saúde e, na Região, temos uma oferta de grande qualidade, pública e privada e estamos a construir o novo hospital universitário da Madeira, que é a maior infraestrutura da década”.

Mas, sublinhou ainda Rui Barreto, “não se trata apenas de obra física que estamos a preparar para o futuro. Temos os melhores profissionais, nas mais diversas valências, iremos ter melhores tecnologias ao serviço da população, mas temos aqui uma oportunidade de desenvolver projetos para melhorar a qualidade de vida das pessoas que habitam a Região e aqueles que nos visitam”.

Com essa tecnologia, disse, será possível fazer um diagnóstico de uma forma mais célere, mais precoce, mas também tratar de uma forma mais eficaz os problemas de saúde. Esta será, em seu entender, uma grande oportunidade para as empresas tecnológicas da Madeira, para poderem desenvolver projetos de parceria, com os melhores centros de investigação, a partir desta rede de conhecimento.

Na oportunidade, o governante realçou, igualmente, que “estamos, neste momento, a entrar numa nova economia, a economia do conhecimento, onde é valorizada a academia, a investigação, a tecnologia, a inteligência artificial”.

Nesta cimeira, disse, estão juntas duas dimensões de extrema importância, precisamente, a saúde e a economia, “estamos perante um projeto de grande valor acrescentado, porque o que estamos a fazer é a acelerar projetos tecnológicos, valorizando as instituições que nós temos na Região Autónoma da Madeira, bem como o potencial dos recursos humanos de que dispomos, com a geração mais qualificada, promovendo a tecnologia ao serviço dos utentes e da nossa economia”.

Com a pandemia, disse, tivemos oportunidade de valorizar a nossa situação geográfica, não como um constrangimento, como foi considerada durante séculos, mas como um lugar de grande potencial no plano tecnológico, a começar pelas infraestruturas que foram criadas, quer no plano das ligações portuárias e aeroportuárias, quer no plano das comunicações.

A par disso, Rui Barreto acrescentou ainda que, com a pandemia, foi também valorizada a segurança, que se revelou “essencial e determinante para a escolha das pessoas de um local para trabalhar, bem como a qualidade de vida e bem-estar e a possibilidade das pessoas poderem desenvolver atividades a partir de qualquer parte do mundo”.

Ainda a este propósito, o governante disse que é fundamental a concretização de projetos de cooperação, envolvendo diversas instituições sociais, académicas e económicas, mas também estabelecendo parcerias com centros de investigação, de que é exemplo o projeto H-Innova, que envolve 56 universidades e 44 centros de investigação.


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