Este sítio utiliza cookies para facilitar a navegação e obter estatísticas de utilização. Poderá consultar a nossa Política de Privacidade aqui.
Pesquisar

Albuquerque anuncia disponibilidade para apoiar investimentos que garantam autonomia alimentar à Madeira

O presidente do Governo Regional anunciou ontem a disponibilidade do Governo Regional em apoiar, através de fundos comunitários, os investimentos que garantam autonomia alimentar à Madeira. 14-12-2022 Presidência
Albuquerque anuncia disponibilidade para apoiar investimentos que garantam autonomia alimentar à Madeira

Miguel Albuquerque quer a Madeira com autonomia alimentar e energética, de modo a não ficar dependentes de terceiros. Uma estratégia que a União Europeia também está a seguir, a uma escala diferente, para as suas regiões e países.

O presidente do Governo Regional pretende aproveitar o forte crescimento que as empresas madeirenses estão a ter e, junto com a cativação de investimento para a Região e uma maior atratividade fiscal, proporcionar condições para que «se produzam na Madeira, no seguimento do que já se está a fazer, bons produtos, a consumir pelos madeirenses e por quem nos visita.

Um propósito reforçado hoje, durante o almoço comemorativo do Grupo Empresa Madeirense de Tabacos, que evoca os seus 100 anos celebrados em 2020, mas só comemorados agora devido à pandemia.

O Grupo EMT pertence à família Berardo e às herdeiras de Horácio Roque (Teresa e Cristina Roque», com cada família a deter 49% da EMT S.A. A EMT S.A. detém, para além da produção e comercialização de tabaco, quatro empresas do setor agroalimentar: Ave Pérola, AviAtlântico, SODIPRAVE e RAMA.

Falando para os cerca de 200 funcionários presentes na festa comemorativa dos 100 anos do grupo e também evocativa do Natal – mas também para a administração da empresa e para os igualmente presentes comendador Joe Berardo e presidente da Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva – Miguel Albuquerque realçou o trabalho extraordinário que está a ser feito, na Região, ao nível de produção de ovos.

«Graças ao investimento feito pelas empresas madeirenses do sector temos já uma capacidade de produção na ordem dos 32 milhões de ovos, muito perto dos 36 milhões de ovos consumidos, o que nos garante já uma autonomia assinalável neste sector», enalteceu.

O líder madeirense quer agora garantir, naquele que considera um grande desafio, igualmente «uma autonomia substancial na produção de carne animal, sobretudo ao nível da produção de carne de frango».

«Este grupo produz 2,5 milhões de frangos por ano. O consumo na Região é de, sobretudo nos bons anos turísticos, é de cinco milhões. A ideia passa por, nos próximos meses, iniciar um

processo de investimento desta empresa do sector, de modo a atingirmos 3,5 milhões de frangos por ano», explicou.

O que significa que aquele grupo «terá condições para melhorar a operacionalidade e a produção, com novas tecnologias e com infraestruturas modernas, como foi feito agora na Sodiprave».

Neste sentido, Miguel Albuquerque anunciou que o Governo da Madeira, sobretudo através dos fundos comunitários, «está totalmente disponível para apoiar este género de investimentos, que são estratégicos para a Região».

«Aquela ideia de que não se consegue e que temos de importar tudo de fora é uma falsa ideia. Porque temos na Madeira recursos humanos qualificados e a possibilidade de instalações técnicas de vanguarda, no sentido de assegurarmos a produção de produtos e bens a preços competitivos e com qualidade superior», defendeu.

O governante considera aliás que «temos já, na Região, vários produtos cá produzidos, com qualidade superior à de produtos importados, muitas vezes com deficiências e com qualidade muito duvidosa».

«O próximo quadro comunitário de apoio irá proporcionar os fundos necessários para este investimento importantíssimo para o nosso futuro», disse.

O presidente do Governo Regional recordou ainda a crise atravessada pela Madeira, colocando a tónica na «retoma extraordinária da nossa Economia».

«Em 2019, atingimos o PIB mais alto de sempre e neste ano estamos com taxas de crescimento económico, na maioria dos sectores, superiores às do período pré-COVID. Mas, temos de ter, contudo, muita ponderação e inteligência, porque existem novos desafios no horizonte, nomeadamente a guerra que está a ocorrer na Europa, uma grande inflação e o preço da energia, que são grandes desafios que temos de enfrentar», concluiu


Anexos

Descritores