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Ensino no próximo ano não será 100% presencial

Miguel Albuquerque diz que o ensino não poderá ser, no próximo ano letivo, exclusivamente presencial. Parte terá de continuar a ser dado à distância. A Secretaria da Educação está a estudar plano de retoma, que passará pela rotatividade. 17-06-2020 Presidência
Ensino no próximo ano não será 100% presencial

Miguel Albuquerque anunciou que está a ser estudado um plano de retoma para o ensino na Madeira, a partir de setembro. Que deverá passar por uma rotatividade entre ensino à distância e ensino presencial.

O presidente do Governo Regional assume que as aulas não poderão ser 100% presenciais, sobretudo nas escolas com maior número de alunos, pelo que terá de haver alternância entre turmas e anos escolares.

O líder madeirense falava durante a visita que fez hoje à Escola Secundária Francisco Franco, onde teve oportunidade de observar a forma como estão a decorrer as aulas naquele estabelecimento de ensino, após o desconfinamento.

O governante anunciou que, devido à necessidade de se cumprir as normas de distanciamento e segurança nas escolas, em respeito pela Saúde e Segurança dos professores, alunos e funcionários, o regresso às aulas no próximo ano letivo não poderá ser 100% presencial. E, nesse sentido, a Secretaria da Educação está a preparar um plano de retoma para o ensino na Região.

Segundo o líder madeirense, só após a abertura do aeroporto e a evolução da COVID-19 é que será decidido até onde irá esse plano de rotatividade e como é que irá decorrer o funcionamento do próximo ano letivo.

«Se houver uma contenção da pandemia, como esperamos, teremos condições para reabrir as escolas em determinadas condições. Se surgir algum surto, vamos reabrir com outras condições. Em caso de um agravar da situação, a ideia será assegurar uma rotatividade», disse. Isto de modo a garantir o distanciamento nas escolas e preservar a segurança dos docentes e alunos, reiterou.

A opção pela rotatividade será sobretudo nas escolas maiores, como as escolas da Levada, Francisco Franco e Jaime Moniz, com mais alunos, onde haverá maior dificuldade de manter distâncias e de garantir segurança dos alunos, dos professores e dos funcionários.

«Se a situação evoluir positivamente, como esperamos que evolua e como tem acontecido, vamos ter outras determinações. Seja como for, o nosso ideal é que as aulas recomecem em setembro», explicou.

No entanto, Miguel Albuquerque garante que será preciso, sempre, assegurar o cumprimento das normas de segurança e distanciamento. Daí, anunciou, «a avaliação que a Secretaria da Educação está a fazer, escola a escola». «Vendo o número de alunos e os espaços que cada escola oferece. É um trabalho que demora algum tempo. Há escolas onde tal será mais difícil. Dentro de um mês e tal estarão definidas as regras», complementou.

O governante explicou ainda que quando fala em rotatividade, a ideia passa por «garantir uma parte das aulas via presencial e outra parte não presencial».

«As aulas e matérias que se podem fazer à distância, sê-lo-ão. As onde seja mais necessária a presença de professores e alunos serão feitas de modo presencial», enalteceu.

Miguel Albuquerque diz que o ensino não poderá ser 100% presencial no próximo ano letivo, mas advoga que «é importante que os alunos recuperem o hábito de vir à escola, de contactar com alunos e com os colegas».

«O Ensino não pode ser visto só de forma racional, mas também de forma afetiva. É preciso que os alunos estejam ligados ao estabelecimento de ensino e tenham uma ligação afetiva aos professores. Para tal, é importante que todos tenham contacto com o ensino presencial», concluiu.


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