Este sítio utiliza cookies para facilitar a navegação e obter estatísticas de utilização. Poderá consultar a nossa Política de Privacidade aqui.
Pesquisar

Governos da Região e da República querem facilitar registo de empresas no MAR

Miguel Albuquerque diz ser importante rever o quadro do Registo Internacional de Navios da Madeira (MAR), de modo a permitir que, num futuro próximo, as sociedades de shipping e de ship managements possam se registar no MAR, com condições de competitividade. 12-07-2022 Presidência
Governos da Região e da República querem facilitar registo de empresas no MAR

O presidente do Governo Regional falava hoje, à entrada para uma reunião na SDM, com armadores e empresas do sector (90% dos armadores registados no MAR fazem-se representar neste encontro), na qual participou também o secretário de Estado do Mar, José Maria Costa, de visita à região, bem como ainda os secretários regionais das Finanças e do Mar e Pescas.

O governante madeirense, que começou por enaltecer as boas relações que os dois Executivos (nacional e regional) «têm mantido e vão continuar a manter» e recordar que já trabalhou com José Maria Costa (quando este foi presidente da Câmara de Viana do Castelo e Miguel Albuquerque era edil do Funchal), afirmou aos jornalistas ser decisivo que Portugal e a Região concretizem a sua política e estratégia para o mar.

«Um dos maiores sucessos de Portugal, nos últimos anos, nesta área, é o Registo Internacional de Navios. É um Registo nacional, onde estão, presentemente, registadas 828 embarcações, com uma tonelagem bruta registada de 26 milhões de toneladas», lembrou, a propósito.

Na reunião de hoje, sustentou, o importante é «o senhor secretário de Estado auscultar aquilo que é necessário fazer ainda, para reforçar mais a competitividade do nosso registo». Este registo, afirmou, «é um sucesso, mas há que melhorar as suas condições de competitividade, para que se possa atingir o objetivo de sermos um dos Registos mais importantes do mundo».

Miguel Albuquerque disse ser também importante articular o MAR «com os efeitos multiplicadores que existem ao nível das sociedades de manning e de ship managements, onde Portugal pode e tem condições para ser um dos maiores recetáculos destas sociedades, o que pode ser muito importante para a empregabilidade de quadros nacionais».

O chefe do Executivo madeirense recordou ainda que, através do Registo de Navios, houve um conjunto importante de armadores que recebeu, através das escolas marítimas portuguesas, um conjunto de marítimos portugueses, para desempenharem funções a bordo dos navios.

«São profissões altamente especializadas, muito bem remuneradas e onde Portugal pode estar, também, na vanguarda», enalteceu.

Por seu turno, o secretário de Estado do Mar, José Maria Costa colocou o foco do governo nacional na Economia do Mar, confessando haver preocupações que o executivo central quer partilhar com o Governo Regional da Madeira, nomeadamente no que diz respeito à conservação do oceano Atlântico.

O governante nacional fez ainda questão de enaltecer o bom trabalho que a Região vem fazendo na área, para depois sustentar que Portugal pode ter um papel importante ao nível do shiiping.

Quanto à formação de marítimos, que entende ser essencial, anunciou que «há um trabalho de cooperação que o Governo da República vai iniciar no sentido de ter mais formação e de criar um programa de mais literacia para os jovens na área do shipping. Para tal, diz ser importante ouvir também os armadores, para aperfeiçoar alguns instrumentos.

O secretário de Estado do Mar anunciou ainda que será celebrado um protocolo com o governo insular, para melhorar as condições de funcionamento e as competências técnicas, dada o crescimento que se tem verificado na atração de navios no Registo da Madeira.


Anexos

Descritores