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Albuquerque explica redução do período de isolamento profilático

Miguel Albuquerque diz que a Ómicron é mais transmissível, mas menos grave em termos de consequência para as pessoas, sobretudo as que estão vacinadas. Neste sentido, já não se justifica um período de isolamento profilático muito grande. 29-12-2021 Presidência
Albuquerque explica redução do período de isolamento profilático

Miguel Albuquerque explica que a nova variante, a Ómicron, que já é também dominante na Madeira, tem elevado índice de transmissibilidade, mas consequências residuais, em termos de Saúde Pública, do que as causadas por variantes anteriores, sobretudo para os vacinados.

«Tal e qual os EUA já constataram, esta nova variante, que é já dominante, não tem as implicações que as anteriores tinham, em termos de Saúde Pública e de cuidados hospitalares», sublinhou.

O presidente do Governo Regional explicava assim – à margem da entrega, hoje, no salão nobre do Governo Regional, de bolsas de mérito a estudantes madeirenses – a entrada em funcionamento de novas normas para o isolamento profilático de pessoas contaminadas ou que contactaram de perto com casos positivos, que foi reduzido para cinco dias nos casos em que não se registam sintomas e após teste negativo.

«Aprovámos hoje em conselho de Governo, a redução do período de isolamento profilático dos contaminados ou dos potenciais contaminados. Ao fim de cinco dias, se não tiverem sintomas e ao testarem negativo acabam o isolamento», sublinhou.

A medida, recorda, aplica-se sobretudo aos vacinados, porque os não vacinados estão sujeitos a uma situação muito mais grave do ponto de vista da Saúde Pública.

A grande diferença está nos contactos com casos positivos, onde os não vacinados têm de cumprir isolamento de cinco dias e quem for vacinado apenas tem de usar máscara, salvo surgimento de sintomas.

Aos jornalistas, Miguel Albuquerque garante que a Madeira vai continuar a testar massivamente, mas o que se tem constatado é que «esta variante é muito menos incisiva do que a anterior, pelo que não se vai manter as pessoas em isolamento profilático sem necessidade».

O líder madeirense enfatizou ainda que a maioria das pessoas já tem a vacinação completa (86%) e que as pessoas contaminadas com a nova variante têm tido sintomas ligeiros ou mesmo não os têm tido.

Miguel Albuquerque relevou ainda que, na Região, as atividades económicas e sociais estão a funcionar. O Turismo, destacou também, está em alta. «Não vamos encerrar nada e as aulas começam no dia 3, na Madeira, como estava previsto», reiterou.

«Como vamos começar as aulas presenciais, com a relativa normalidade, queremos que os pais façam o esforço no sentido de vacinarem os filhos e alcançarmos assim um índice de vacinação muito elevado na Madeira, no sentido desta pandemia se transformar numa endemia», apela.

E volta a reafirmar que «quem não está vacinado, tem que se vacinar…». E lembra que a «maioria das mortes, e têm sido dolorosas, são em pessoas que não levaram a vacina, ou que já tinham comorbidades».

O líder madeirense admite ainda que a Região possa vir a encurtar os prazos para a terceira dose de vacinação.

«A única forma que as pessoas têm de se proteger é através da vacinação. Só assim é que criarão imunidade, que deve ser reforçada com a terceira dose da vacina», insta.

No entanto, afirma compreender que os pais possam ainda ter algum receio em vacinar os seus filhos.

Contudo, pensa que, à medida que se for constatando que não têm havido quaisquer efeitos secundários na vacinação das crianças, «os pais vão começar a perceber que a melhor forma que têm de defender os seus filhos é vaciná-los».


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