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Torre do Capitão apresenta “Na Rota da Urzela” (através dos Panos)

O Núcleo Histórico de Santo Amaro, Torre do Capitão apresenta, a partir de 5 de fevereiro, a exposição “Na Rota da Urzela (através dos Panos) 01-02-2021 Turismo e Cultura
Torre do Capitão apresenta “Na Rota da Urzela” (através dos Panos)

O Núcleo Histórico de Santo Amaro, Torre do Capitão apresenta, a partir de 5 de fevereiro, a exposição “Na Rota da Urzela (através dos Panos), uma iniciativa da Secretaria Regional de Turismo e Cultura.

Para o  Secretário Regional de Turismo e Cultura, o Núcleo Histórico de Santo Amaro apresenta-se como um dos espaços ideais para o tema desta exposição pela associação que o núcleo tem com o princípio do povoamento da Madeira.   “Em boa hora foi recuperado e reabriu ao público em fevereiro de 2020, depois de devidamente recuperado” realçou. Eduardo Jesus considera que a exposição, “além de enobrecer o espaço museológico do Governo Regional, vem permitir construir diálogos interculturais, valorizando, assim, as culturas de diferentes lugares através da urzela, um líquen existente na Madeira, que incrementou igualmente o comércio entre a Região e o mundo”.

A urzela, líquen verde-acinzentado muito comum nas serras da ilha, era utilizado na tinturaria para a produção da cor violeta e do vermelho-púrpura. No século XV, os portugueses, ao estabelecerem os primeiros contactos comerciais com os povos africanos, cedo perceberam a importância que os panos tinham naquelas sociedades, nos rituais de vida e de morte, o que levou a que investissem no comércio do algodão e das plantas tintureiras.

Da Madeira, tal como dos Açores e de Cabo Verde, seguiram grandes quantidades de urzela. Os panos passaram assim a funcionar como moeda de troca nas relações comerciais em África e entre esta e a Europa.

O pano d´obra na Guiné passa a assumir um valor simbólico no quotidiano, mantendo até aos dias de hoje o seu lugar de destaque nos rituais do dia-a-dia. Na Guiné, o pano mais simples é utilizado no quotidiano como vestuário feminino e o mais elaborado (pano d´obra) é adquirido, oferecido e acumulado em arcas pelas mulheres, como bem de valor de herança, para os rituais fúnebres ou dote de casamento das filhas.

É esta rota de panos e cores que se pretende evocar nesta exposição pela mão da artista plástica Manuela Jardim. Nascida em Bolama na Guiné trabalha em Lisboa. Licenciada em escultura pela Universidade de Belas Artes de Lisboa, frequentou os cursos de Gravura, Têxteis e Decoração, integrou a equipa de representação de Portugal na Bienal dos Artistas dos Países do Mediterrâneo e é autora de dois selos e bloco filatélico comemorativo da visita do S.S. o Papa João Paulo II à Guiné.

As criações plásticas de Manuela Jardim vão estar patentes ao público de 5 de fevereiro a 30 abril deste ano, na Torre do Capitão.

 


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