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Albuquerque quer drones a proteger a plataforma continental

O presidente do Governo Regional defende que os drones que estão a ser construídos pela ARDITI, em colaboração com a Universidade da Madeira e as Forças Armadas, devem ajudar na fiscalização da plataforma continental portuguesa, que inclui áreas muito sensíveis, como as reservas, entre as quais a maior do Atlântico Norte, a das Ilhas Selvagens. 22-06-2022 Presidência
Albuquerque quer drones a proteger a plataforma continental

Miguel Albuquerque assistiu hoje assistiu à apresentação do projeto “Sentinela”, pelo chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, almirante Silva Ribeiro, acompanhado pela ministra da Defesa, Helena Carreiras, pelo presidente da Assembleia Legislativa da RAM, José Manuel Rodrigues e do secretário regional da Educação, Jorge Carvalho.

Um projeto que contempla a criação dos drones “Atlântica”, concebidos para fiscalização combate, reconhecimento e transporte.

O governante lembrou que «estamos a desenvolver estes drones para missões específicas das Forças Armadas».

«E um dos problemas que temos – aliás abordámos esta questão ontem, na reunião que mantive com a senhora ministra da Defesa – é p de termos de fiscalizar uma plataforma continental com dois milhões de quilómetros quadrados e em breve muito possivelmente serão já 4,1 milhões de metros quadrados, a sexta maior do mundo, incluindo áreas muito sensíveis, como é o caso das Ilhas Selvagens, cuja área de reserva, com 2.667 quilómetros, é a maior do Atlântico Norte», acrescentou.

Miguel Albuquerque quer saber como é que será possível fiscalizar todas estas águas e adiantou que deve ser de considerar, mesmo no âmbito da Lei de Programação Militar, de reformulação dos equipamentos das Forças Armadas, um sistema de fiscalização da plataforma continental através de outro tipo de drones, que poderíamos desenvolver».

O líder madeirense anunciou que a Região está disponível para cofinanciar essa investigação, que permita o reforço da fiscalização das nossas águas.

O presidente do Governo Regional ouviu o responsável máximo pelas Forças Armadas Portuguesas salientar a importância dessa fiscalização e anunciar que os drones da ARIDTI farão teste de longo curso, entre Portimão e o Porto Santo.

Recorde-se que o Governo Regional da Madeira, através da ARDITI, está a desenvolver, para as Forças Armadas, o projeto de criação de drones, de nome “Atlântica”. O programa foi hoje apresentado, pelo chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, almirante Silva Ribeiro, na sede da empresa tutelada pela Secretaria da Educação, na presença da ministra da Defesa, do presidente do Governo Regional, do presidente da Assembleia Legislativa da RAM e do secretário da Educação.

Os drones em causa, com 15 quilos cada, vão permitir apoiar as operações especiais das Forças Armadas. O projeto, a decorrer ate 2024, deverá incluir a eventual comercialização daqueles aparelhos

Há quatro espécies de drones a serem criados: os do subgrupo Alpha, a ser utilizados em missões de reconhecimento e inspeção em espaço exterior e interior, os do subgrupo Bravo, a ser utilizado em missões de combate e em enxame, os do subgrupo Charlie - para deteção e lkargada de cargas, bem como para deteção e seguimento de alvos – e, finalmente, os do subgrupo Delta, para o desenvolvimento de payloads e incremento de funcionalidades para o Magtrice 300 RTK.