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Investimento na Agricultura é prioridade para a Madeira

Miguel Albuquerque anunciou hoje a criação de um programa, aproveitando o próximo Quadro Comunitário de Apoio, para acelerar a modernização da produção agrícola na Região. Porque, frisa, o investimento na Agricultura é prioritário e essencial para a Madeira. 02-08-2022 Presidência
Investimento na Agricultura é prioridade para a Madeira

O presidente do Governo Regional garante que o seu Executivo vai acompanhar e apoiar o investimento agrícola na Madeira, frisando ser o mesmo prioritário e essencial.

E anunciou que a Região prepara uma estratégia, em consonância com os produtores agrícolas, de forte aposta – aproveitando as verbas do próximo Quadro Comunitário de Apoio – na criação de um programa para acelerar a modernização da produção agrícola na Região.

Miguel Albuquerque esteve hoje, em cerimónia que decorreu no auditório da Secretaria Regional da Agricultura, na primeira entrega de prémios PRODERAM após a pandemia, que movimentaram ajudas na ordem dos 607 mil euros a 131 investimentos de pequena dimensão em explorações agrícolas e dois auxílios ao arranque da atividade para os jovens agricultores.

Falando para os produtores agrícolas presentes na sala – onde também se encontrava o secretário regional da Agricultura – o líder madeirense colocou o foco na importância dos apoios hoje concedidos, que se destinam, no essencial, a facilitar a vida dos agricultores e a melhorar a sua produção, diminuindo ainda os custos.

«Grande parte dos apoios de hoje tratam-se de pequenos apoios, que visam introduzir mecanização, sistema de rega, vedações, armazéns, tanques. Tudo isto significa diminuição dos custos de produção», relevou.

O governante recordou ainda que «a questão da autossuficiência alimentar está na ordem do dia». «Todos temos acompanhado o que se passa em alguns países europeus e hoje é essencial que a Europa se concentre na produção agrícola, na produção energética, na produção de maquinaria e na produção de componentes para os computadores», defendeu.

Neste sentido, lembrou que «foi com a deslocalização das empresas que a Europa, quando veio a pandemia, se viu confrontada com a sua desindustrialização, ou seja, muito do que era a produção europeia estava agora em países terceiros». E, salienta, «a mesma coisa se está a passar, agora, com a produção alimentar».

Na Madeira, assume, nunca poderemos ser autossuficientes na produção alimentar, mas diz que devemos «fazer todos os possíveis no sentido de garantir que possamos produzir o máximo de bens e de produtos aqui na Madeira».

Para que isso aconteça, preconiza, «é muito importante que as novas gerações tenham a possibilidade de modernizar a estrutura produtiva agrícola, tenham formação e, sobretudo, introduzam os fatores de modernidade nas suas produções, porque isso aumenta, em muito, a produtividade, diminui os custos, diminui a força de trabalho necessária para a produção».

Neste sentido, anunciou que a estratégia que a Região vai adotar, no próximo Quadro Comunitário de Apoio, em consonância com os produtores agrícolas e tendo em vista a formação que é dada na escola agrícola, passará por «estruturar um programa para acelerar a modernização da produção agrícola na Madeira».

Miguel Albuquerque lembra que, hoje em dia, grande parte das estufas, têm a sua produção por hidroponia e controlada por computador, que gerem a água necessária, a temperatura e iluminação necessárias.

No seguimento da conversa, o presidente madeirense recordou um projeto em curso no Centro experimental de Banana, no Lugar de Baixo: «Nós estamos a monitorizar e a tentar patentear um mecanismo tipo teleférico, que será no futuro distribuído aos produtores de banana, para facilitar a movimentação dos cachos de banana. Porque no futuro pouca ou nenhuma gente estará disposta a acartar cachos de banana às costas, nas nossas ravinas».

Desta forma, reforçou ser fundamental «introduzir fatores de mecanização que possam facilitar a vida das pessoas, no sentido de o trabalho agrícola ser cada vez menos pesado e menos oneroso e que possa vir a atrair as novas gerações».


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