Economia madeirense dá sinais concretos de confiança

O vice-presidente do Governo Regional, Pedro Calado, destacou, esta quarta-feira, na cerimónia que assinalou a primeira fase de ampliação das instalações da Madeira Auto-Car, do Grupo Leacock, na Nazaré, o espírito empreendedor dos empresários madeirenses e porto-santenses, mas também o apoio que o Governo Regional e o investimento público têm proporcionado para fomentar o desenvolvimento económico, a criação de riqueza e de postos de trabalho. 06-12-2017 Vice-Presidência
Economia madeirense dá sinais concretos de confiança

Falando perante uma plateia de colaboradores da empresa e convidados, muitos deles empresários ligados ao setor automóvel, mas também do setor bancário, financeiro e seguradoras, Pedro Calado destacou o clima de confiança na economia regional. Pegando no exemplo da Madeira Auto-Car, o governante disse que “quando um empresário madeirense faz um investimento desta natureza, um investimento plurianual, que tem início em 2017 e que vai até 2018, com a dimensão de 800 mil euros, sobretudo depois de ter passado uma fase difícil, nos anos de 2011, 2012 e 2013, para nós, Governo Regional, passa um sentimento muito positivo, um sentimento de que o trabalho que tem sido bem feito, todo o esforço de consolidação foi bem feito em termos de contas públicas. E aquilo que nós vemos aqui é o reflexo da dinâmica que o Governo Regional pretende implementar na Região Autónoma da Madeira”.

De acordo com Pedro Calado, “quando o Governo Regional, muitas vezes, faz um investimento, ou tenta passar imagem de que é necessário fazer investimento público, esse investimento tem que ser reprodutivo em termos de captação de novos postos de trabalho, dar confiança aos empresários. As empresas não vivem sem os trabalhadores, e os governos, uma região, também não vivem sem as empresas, ou nós criamos condições para as empresas se aguentarem e crescerem, ou então não vale a pena estarmos nestes lugares, políticos ou públicos, a servir o interesse dos madeirenses e dos porto-santenses”.

A Região Autónoma da Madeira, recordou Pedro Calado, “passou um período muito complicado em 2015. Tivemos uma intervenção do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF) e tivemos de fazer e optar por muita racionalização em termos de investimento público e de meios. Nesta fase de 2016 e 2017, essa confiança que nós temos passado ao setor empresarial começa a ser passado também aos particulares, às famílias, a todos os madeirenses”.

Nos últimos dois anos, prosseguiu o governante, “temos na região um crescimento económico acima do crescimento económico que existe a nível nacional”. Em três anos consecutivos, concretizou, “a economia da Região cresceu 2,6%, 2,4% e 2,3%, respetivamente. E isso é porque nós estamos num patamar de muita confiança e de muito investimento público que se traduz no investimento privado”.

Pedro Calado referiu ainda que, “contrariamente àquilo que muita gente diz também, talvez para passar uma imagem daquilo que não existe na prática, o Governo Regional da Madeira vai continuar na redução de impostos, quer para pessoas, quer para empresas. Em termos de pessoas singulares, nós hoje já conseguimos pôr os madeirenses a apagarem menos 14,4% do que aquilo que pagam os contribuintes a nível nacional. E isso é bom. Se pagam menos impostos têm mais rendimento disponível. Esta é uma preocupação do Governo Regional, que é dar mais rendimento disponível às famílias”.

O Governo Regional, disse, “para o próximo ano 2018, irá proceder à redução de 1% em termos de IRC para as pequenas e médias empresas. Por outras palavras, 1% significa reduzir a taxa de IRC de 17 para 16%. Só que esse 1%, para as contas do Governo Regional, representa cerca de dois milhões de euros em receitas fiscais. São menos dois milhões de euros que nós vamos ter de rendimento, mas queremos injetar essa verba na economia, na criação de postos de trabalho e no desenvolvimento económico”.

O investimento público em 2018, tal como afirmou, “vai ter um ligeiro acréscimo. Nós, de há dois ou três anos para cá, passamos de um investimento público negativo para um investimento público, em 2018, de 11,3%. Sem investimento público, uma região como a nossa – em que vivemos muito do setor primário, vivemos muito dos serviços, mas também de comércio, com 260 mil habitantes – não se aguentaria. Tem de haver investimento público em infraestruturas. Tem de haver investimento nas pequenas e médias empresas que é aquilo que estamos a fazer, e tem de haver investimento público, sobretudo, na modernização e desenvolvimento tecnológico”.

O Governo Regional, insistiu Pedro Calado, “vai manter esta postura, de estar ao lado das empresas, de estar ao lado das pessoas, de estar ao lado do novo desenvolvimento. Para termos uma noção – porque às vezes falamos de valores e as pessoas não têm bem noção do que é que isto representa –, em 2018, nós vamos ter, só de investimento direto do Governo Regional, quase 576 milhões de euros. Destes 576 milhões de euros, quase 50% é do nosso Orçamento Regional. Contrariamente àquilo que muitos dizem, por aí, do continente só vem uma ajuda de 11% do Orçamento de Estado. O resto é tudo esforço da Madeira e dos madeirenses”.

Por isso, rematou o vice-presidente do Governo Regional, “continuo a defender que no espaço económico regional têm de estar as empresas madeirenses de uma forma sólida, eficaz, com muitos e bons postos trabalho, fazendo crescer o rendimento das famílias, fazendo crescer o rendimento dos nossos trabalhadores, porque só assim é que vamos ter empresas sustentáveis, com qualidade na sua mão-de-obra, com o corpo invejável como aquele que têm aqui hoje, que honra qualquer empresa no espaço nacional”.

Na oportunidade, Pedro Calado destacou, igualmente, que “o setor automóvel que tem estado em crescimento nos últimos dois anos e que, este ano, de 2017, cresceu quase 12% em termos de vendas, de viaturas novas, razão pela qual acho que os senhores tiveram muita visão e souberam investir na altura certa, no momento certo”, concluiu.

O que é madeirense é bom. Por isso, acrescentou Pedro Calado, “temos de ter muito orgulho na nossa terra. Temos de ter muito orgulho naquilo que se faz na nossa Região. Nós não estamos atrás de ninguém. E, com muito trabalho e dedicação – que é aquilo que os senhores têm feito até ao dia de hoje –, nós temos de ter muito orgulho em dizer que somos madeirenses e é isso que eu vos peço: Não tenham medo de expressar aquelas que são as nossas origens”.

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