III Edição do Dar a Ver decorre até outubro

Quinta das Cruzes acolhe o Projeto “Dar a Ver” 12-06-2018 Secretaria Regional do Turismo e Cultura
III Edição do Dar a Ver decorre até outubro

O Museu Quinta das Cruzes acolhe, nos próximos dias 15 e 16 de junho, o Projeto “Dar a Ver”, iniciativa que tem por base a divulgação do património artístico regional e a promoção da sua integração, no panorama nacional e internacional.

Uma “aposta ganha” do Governo Regional, precisamente “porque valoriza a oferta cultural e potencia o seu acesso junto de toda a população, tanto residente quanto visitante”, conforme sublinha a Secretária Regional do Turismo e Cultura, Paula Cabaço.

Paralelamente aos trabalhos de investigação, classificação, conservação e restauro, “torna-se essencial que se invista, cada vez mais, na maior divulgação e conhecimento do vasto e diversificado património que constitui a nossa identidade cultural”, sendo este um dos propósitos que se cumprem com a realização deste programa, materializado através da Direção Regional da Cultura (Direção de Serviços de Museus e Património Cultural), reforça.

Ao longo deste ano, serão convidados vários especialistas, locais e nacionais, que abordarão, de forma mais específica ou generalista, aspectos dessa imensa diversidade cultural conservada in situ, ou já transitada para os museus, sendo que o essencial do programa será constituído por visitas guiadas e por conferências a realizar em vários locais.

A participação nestas actividades é gratuita, embora sujeita a uma inscrição prévia, através do endereço de correio electrónico daraver.drc@gmail.com, sendo que serão limitadas (cada uma) ao número de lugares sentados (65).

Programação sexta-feira, dia 15 de junho:

18.00 horas - Conferência “Inscrições funerárias flamengas na ilha da Madeira: memória viva dos sepultados”, por Filipa Avellar. 

Na presente comunicação, a Drª Filipa Avellar centrar-se-á no maior conjunto de inscrições funerárias provenientes da Flandres e que se encontram reunidas na Ilha da Madeira. Gravadas primorosamente em lâminas de metal ou em grandes lajes de pedra azul acinzentada as inscrições que compõem este espólio epigráfico, datado do séc. XVI, apresentam decoração e características únicas que as remetem para um mesmo centro produtor. Ao perpetuar no tempo a memória dos seus encomendadores estes exemplares testemunham ainda as relações comerciais entre Portugal e a Flandres tornando-se num património de valor incalculável que urge dar a conhecer e preservar..

Programação sábado, dia 16 de junho:

11.00 horas - Conferência “Iconografia Cristã no Oriente”, por Manuel Pires de Lima Castilho.Nesta conferência, mostrar-nos-á como estamos perante um enorme e multifacetado corpo de obras de arte produzidas em África e no Oriente. Algumas foram criadas para servir as necessidades do culto nas terras recém missionadas, outras foram produzidas para exportação tirando vantagem de materiais raros e apreciados na Europa, como a seda, o marfim, a porcelana e a laca. Neste processo de miscenização e encontro de culturas surgem obras sincréticas, com um sabor exótico, por vezes divergentes dos cânones institucionalizados pela Igreja de Roma. Os artistas locais haviam sido criados em culturas por vezes milenares e trouxeram às suas obras, por vezes sem se aperceberem, os seus maneirismos e visão do mundo.

 

 





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