A secretária regional de Saúde e Proteção Civil, Micaela Fonseca de Freitas, visitou esta manhã o Serviço de Cuidados Paliativos do SESARAM, com o objetivo de acompanhar a realidade operacional e identificar as necessidades futuras perante a crescente procura por este tipo de acompanhamento especializado na Região.
Durante a visita, a diretora do Serviço, Licínia Araújo, apresentou indicadores que atestam a robustez e a importância estratégica da Rede Regional de Cuidados Paliativos. Ao longo de 13 anos de atividade, as equipas garantiram o acompanhamento domiciliário a 3.116 doentes, apresentando uma média de idades de 70,5 anos. Os dados revelam ainda que a vasta maioria dos utentes (84,8%) possuía diagnóstico de doença oncológica.
No que respeita ao perfil de resposta da Unidade, Licínia Araújo detalhou que cerca de 47% dos internamentos são motivados pelo controlo de sintomas complexos, enquanto 22% das situações se destinam a cuidados de fim de vida. Estes cenários exigem uma elevada disponibilidade, intensidade clínica e um suporte direto e contínuo às famílias.
Na ocasião, a governante manifestou o seu reconhecimento pelo trabalho desenvolvido neste serviço, o primeiro do país a obter a acreditação internacional pelo Modelo ACSA, renovada em 2023. Foi igualmente enaltecido o papel de todos os profissionais afetos ao Serviço de Cuidados Paliativos e da Equipa de Apoio Psicossocial da Fundação ‘la Caixa’, cujo apoio junto de doentes em situação de maior fragilidade é fundamental para assegurar um percurso de final de vida assente na qualidade e no respeito pela dignidade humana.
Perante o cenário de aumento da procura, Micaela Fonseca de Freitas destacou o mérito e a excelência de todos os profissionais, reforçando que a humanização não deve ser vista como um complemento à prática médica, mas sim como a sua essência.
A concluir a visita, a tutela reafirmou o compromisso do Governo Regional em continuar a dotar este serviço dos recursos técnicos e humanos necessários. O objetivo é assegurar que o investimento nos Cuidados Paliativos se traduza num acesso universal, equitativo e sustentável para todos os madeirenses e porto-santenses.