O BAM – Museu da Banana da Madeira, localizado no Lugar de Baixo, assinala este sábado, 26 de setembro, o Dia Mundial da Banana, com uma iniciativa de portas abertas à população, proporcionando entrada gratuita a todos os residentes na Região Autónoma da Madeira.
Promovida pela GESBA – Empresa de Gestão do Sector da Banana, Lda., a iniciativa assume um formato inspirado nos tradicionais arraiais madeirenses, procurando aproximar a comunidade regional deste espaço dedicado à história, à produção e à valorização da banana da Madeira.
Ao longo do dia, o recinto exterior do BAM acolherá bancadas de produtos regionais e propostas gastronómicas associadas à banana, num programa que será acompanhado por animação cultural, música ao vivo, uma banda filarmónica e grupos de folclore.
Museu da Banana cresce 25% nas visitas
A celebração do Dia Mundial da Banana acontece num momento de crescimento significativo da procura pelo espaço museológico.
De acordo com os dados apurados pela GESBA, entre 1 de janeiro e 15 de setembro de 2026, o Museu da Banana registou 57 mil entradas, mais 11 mil visitantes do que no período homólogo de 2025, quando tinham sido contabilizadas 46 mil entradas.
O aumento corresponde a um crescimento de cerca de 25% no número de visitantes face ao mesmo período do ano passado.
A evolução registada coloca o BAM no caminho para ultrapassar, ainda durante 2026, o total de 65 mil visitas registado ao longo de todo o ano de 2025, reforçando a crescente notoriedade do espaço enquanto ponto de interesse ligado ao património agrícola e à oferta agroturística da Madeira.
O museu tem vindo a atrair turistas nacionais e estrangeiros, mas também visitantes madeirenses, escolas, grupos organizados e comunidade local, contribuindo para dar a conhecer a história da cultura da banana e o trabalho desenvolvido pelos agricultores do setor.
Um museu que gera valor para a fileira
O crescimento do BAM traduz-se também numa maior sustentabilidade económica do projeto. Depois de vários anos em que a operação representou um encargo, o Museu da Banana alcançou em 2025, pela primeira vez, resultados positivos, passando a constituir uma fonte de rendimento para a GESBA. Esta evolução permite que os resultados gerados pelo equipamento contribuam para a sustentabilidade financeira da empresa e, por essa via, para a capacidade de manter e valorizar o rendimento dos bananicultores.
A lógica é particularmente relevante num setor em que as ajudas do POSEI não são suficientes para assegurar o nível de preço pago aos produtores. Os resultados positivos do BAM permitem, assim, transformar um equipamento de valorização do património agrícola num ativo económico ao serviço da própria fileira da banana, reduzindo o esforço financeiro necessário para sustentar o rendimento dos produtores.
“O BAM demonstrou que um equipamento desta natureza pode cumprir simultaneamente uma missão cultural, turística e económica. Hoje, o Museu da Banana é um projeto financeiramente sustentável, que gera resultados para a GESBA e que, através desses resultados, dá um contributo para a capacidade da empresa manter e valorizar o preço pago aos nossos bananicultores. É uma mudança muito importante! O Museu deixou de ser um encargo para passar a ser um ativo ao serviço da fileira da banana”, sublinha Nuno Maciel, Secretário Regional de Agricultura e Pescas.
Para Nuno Maciel, a celebração pretende igualmente prestar homenagem aos produtores e reforçar a ligação da população madeirense a uma das culturas agrícolas mais emblemáticas da Região.
“O Museu da Banana foi criado para valorizar a história e o esforço diário dos nossos produtores. Fazer coincidir o Dia Mundial da Banana com a abertura gratuita a todos os residentes é uma forma de partilhar este património com quem vive na Região e de celebrar a nossa identidade agrícola num ambiente de convívio tipicamente madeirense”, destaca Nuno Maciel.
A iniciativa pretende, assim, juntar a dimensão agrícola, cultural e turística da banana, proporcionando à população regional uma oportunidade para conhecer melhor o património associado a esta cultura e, simultaneamente, celebrar num ambiente de convívio uma atividade com forte expressão económica, social e paisagística na Madeira.
A programação decorre durante todo o dia de sábado, nas instalações do BAM, no Lugar de Baixo, com entrada gratuita para os residentes na Região Autónoma da Madeira e estacionamento disponível nas imediações.