O diretor regional das Comunidades e Cooperação Externa, Sancho Gomes, reforçou na passada sexta-feira a vontade do Governo Regional em manter a plena atividade do Madeira Club de Sidney. A mensagem foi transmitida durante uma reunião mantida no Funchal com o presidente do Madeira Club de Sidney, Bruno Nóbrega, e com o Conselheiro da Diáspora Madeirense em Sidney, José Gois.
Elogiando o trabalho que tem sido desenvolvido por aquele centro social e cultural naquela que é a mais populosa cidade australiana, Sancho Gomes sublinhou a importância das atividades desenvolvidas naquele país que acolhe cerca de 20 mil madeirenses e descendentes de madeirenses no eixo Sidney-Melbourne. Paralelamente destacou o empenho do Governo Regional em apoiar e em cooperar com o Madeira Club de Sidney, dentro daquelas que são as suas competências no estrangeiro.
“Têm feito um trabalho meritório, elogiado e reconhecido, não apenas pela Comunidade, mas também pelas próprias autoridades australianas, que muito tem contribuído para a boa imagem da Madeira e dos madeirenses na Austrália”, afirmou o diretor regional, durante o encontro em que Bruno Nóbrega deu conta da possibilidade de uma fusão entre o Madeira Club de Sidney e o Clube Português de Marrickville.
Uma hipótese que Sancho Gomes alerta ser contrária aos interesses da Madeira e da comunidade madeirense. “O Governo Regional defende a manutenção do Madeira Club de Sidney. Para nós, é fundamental manter esta estrutura que divulga e promove a identidade cultural madeirense, e que mantém vivas as tradições, os costumes e a história do nosso Povo em terras australianas”.
“Esperamos que os sócios não subscrevam esta fusão, uma vez que pode estar em causa a continuidade da organização de eventos madeirenses. Todavia serão os associados a determinar o futuro do Clube”, disse.
Por outro lado, continuou Sancho Gomes, a fusão implicaria a venda das instalações do Madeira Club, sendo que a nova instituição ficaria sedeada no Portuguese Club em Fraser Park. Para a comunidade e para o Governo Regional esta venda “vai ao arrepio do espírito dos sócios-fundadores que trabalharam, que doaram, e que organizaram eventos de angariação de fundos dentro da comunidade para adquirirem as instalações do clube madeirense”.
Sancho Gomes disse mesmo temer que a médio prazo as futuras direções possam alterar, em assembleias gerais, a salvaguarda que garante a organização de eventos madeirenses, bem como símbolos como a bandeira da Madeira, ou a própria disponibilização de produtos típicos madeirenses. “A ‘Madeirensidade’ é a ponte que une a Região à nossa Diáspora, e os clubes madeirenses desempenham um papel importantíssimo nesta proximidade. Não podemos perder a nossa identidade”, concluiu Sancho Gomes.