Miguel Albuquerque garantiu hoje, durante a cerimónia de assinatura de contratos-programa com 43 Casas do Povo, a continuidade de todo o apoio do seu Executivo ao desenvolvimento das atividades (de formação, de apoio social, de promoção da etnografia e da cultura) e iniciativas e eventos que aquelas instituições levam a efeito durante todo o ano.
O presidente do Governo falava no salão nobre do Executivo, à Avenida Arriaga, onde decorreu a cerimónia de assinatura, num investimento global de 526 049,96 euros e que representam um adiantamento da verba prevista para auxiliar no funcionamento das Casas do Povo, que é de 1,5 milhões de euros. Ou seja, hoje foram entregues meio milhão de euros e mais para a frente será entregue mais um milhão.
Uma verba que, assumiu, «significativa e muito bem aplicada dada o trabalho extraordinário que estas instituições fazem no apoio aos mais vulneráveis economicamente. na promoção de atividades, na formação, no apoio à cultura
etnografia, na educação, no apoio aos idosos e nos transportes para um conjunto de atividades».
«Os meus compromissos relativamente ao funcionamento das casas do povo vão ser cumpridos integralmente», assegurou.
O governante relevou que o adiantamento das verbas, a pedido dos dirigentes, permitirá às Casas do Povo uma maior tranquilidade nas atividades a desenvolver, já que vêm garantir maior cobertura financeira das mesmas.
O líder madeirense sublinhou ainda ao turístico excecional de 2025. Um sucesso que, avisa, não pode ser sinal de deslumbramento, mas sim que é necessário manter os pés bem assentes na terra e pensar o que é preciso fazer «relativamente a um sector da nossa economia, que é fundamental ao crescimento económico, ao rendimento, às empresas ao emprego e para os efeitos multiplicadores em todos os concelhos e em todas as freguesias da Região».
«E o que começámos a pensar foi na organização de um conjunto de iniciativas, por parte da parte pública e da parte privada, que garantisse que o turismo poderia ser mais bem organizado e o produto turístico garantir melhor rendimento e com melhor organização. Ou seja, ao invés de apostarmos na quantidade, apostamos na qualidade. Na qualidade do produto, no serviço prestado, nos espaços de usufruto, como contrapartida de melhor rendimento e de melhor pagamento do serviço do produto que é usufruído pelos nossos turistas», sintetizou.
Um conjunto de medidas que fazem parte do programa Upgrade e para o qual Miguel Albuquerque solicitou a colaboração das Casas do Povo.
Uma colaboração que surgiu em forma de desafio: «Acho que seria importante, uma vez que as Casas do Povo estão sempre na vanguarda – como a gente, vamos sempre à frente, temos de pensar à frente – seria importante que cada Casa do Povo organizasse, na sua freguesia, no seu concelho, um espaço de jardim. Que seria mantido e promovido pela própria Casa do Povo».
«A ideia seria a de as Casas do Povo, mais uma vez demonstrarem que têm a capacidade para atingir a excelência. Não interessa o tamanho do espaço, o que interessa é que seja magnífico», explicou. Estes futuros jardins seriam incluídos num projeto de requalificação e melhoria de espaços públicos em curso.
Depois, poder-se-ia, por exemplo, «fazer um conjunto de concursos, no sentido de premiar, todos os anos, os melhores jardins».
«Eu acho que é um complemento da vossa atividade e seria uma participação ativa da parte das Casas do Povo. Vocês já participam em segmentos fundamentais, como na educação, na formação, na promoção da cultura, na promoção da etnografia, de facto um conjunto de iniciativas de apoio social, de apoio aos mais remuneráveis, de um conjunto de serviços no quadro das obrigações sociais da região e do Estado. Mas, esta seria uma nova iniciativa que seria também importante para a reafirmação no contexto regional das Casas do Povo», considerou.
A verba, descansou os dirigentes, para os jardins seria complementada pelo governo, nos próximos contratos-programa.
A propósito, relevou que os jardins teriam ainda uma outra mais-valia: «Do ponto de vista educativo, com a participação dos vossos utentes, seria também uma forma de desenvolver atividades interessantes. E também do ponto de vista mental, do ponto de vista físico e do ponto de vista educacional em termos ambientais».
«Deixo aqui este desafio que tenho a certeza que vai ser concretizado porque as Casas do Povo povo nunca viraram as costas a desafios e seria uma forma de as Casas do Povo participarem também num dos principais desafios da principal atividade econômica da Madeira (o Turismo) e que é o programa Upgrade. Melhorar o nosso produto, melhorar a nossa paisagem, melhorar aquilo que nós oferecemos a quem nos visita, com uma contrapartida melhor para todos nós», reforçou.
A outro nível, salientou ter uma grande admiração e uma grande estima pelo esforço e dedicação ao serviço da causa pública por parte dos dirigentes das Casas do Povo.
«Todos nós sabemos que ser presidente ou dirigente de uma Casa do Povo não é fácil, mas estou convencido que ninguém está aqui a fazer fretes. Todos estão aqui porque gostam de dispor parte do seu tempo pessoal ao serviço da nossa comunidade, ao serviço dos outros», elogiou.
Depois, questionado pelos jornalistas, lembrou que há cada vez mais Casas do Povo. O que contraria completamente os que vaticinaram, quando, em 2025, os seus Governos começaram a reforçar os apoios àquelas instituições, ser dinheiro mal-empregue, porque as Casas do Povo eram só para a ruralidade e não para a parte urbana e iriam acabar por desaparecer.
«Hoje, não só não desaparecera como reativaram-se umas que estavam desativadas, criaram-se outras e as que existiam ganharam novo dinamismo, inclusive em zonas urbanas», concluiu.