A empreitada está a ser executada pela Direção Regional de Estradas, dada a perigosidade dos fogos florestais, muito comuns na zona, para a segurança da circulação naquela via. E têm uma duração, incluindo também o troço compreendido entre o entroncamento com a Estrada Municipal dos Três Paus à Viana e o sítio das Casas, prevista de 60 dias, embora, como salientou Miguel Albuquerque, a obra até possa vir a terminar mais cedo.
Aos jornalistas, o governante começou por recordar que o seu Executivo, em articulação com a Câmara Municipal do Funchal, está a desenvolver um conjunto de obras de prevenção relativamente aos fogos.
«Estamos a retirar, em áreas cruciais e críticas da cidade, nas suas zonas mais altas, as infestantes, sejam as acácias, sejam os eucaliptos. Estamos a fazer limpezas, estamos a criar zonas de corta-fogo, como acontece também no caminho dos Pretos», explicou.
Miguel Albuquerque salientou que a zona agora e intervenção foi limpa há cerca de 10 anos, mas já está novamente repleta de eucaliptos e acácias. Neste momento, acentuou, está-se a fazer «estes cortes destas árvores monumentais e a retirar todo este material combustível, para garantir a segurança nas acessibilidades ao Curral das Freiras».
Para além da intervenção naquela zona da Eira do Serrado, o Governo Regional está igualmente a «intervir noutras áreas, como na Trompica (Ribeira Brava), por exemplo». «Que é uma zona crítica, onde começam muitos fogos e onde estamos a fazer um acesso e um conjunto de infraestruturas, algumas delas para estarem ali permanentemente na altura dos fogos, para ajudar a erradicar qualquer deflagração de fogo ou qualquer fogo posto naquela zona, o que já é habitual», acrescentou.
O presidente do Governo Regional recordou ainda «uma limpeza que está a ser feita na zona da Boca dos Namorados, que também é uma zona muito crítica». «Estamos também a intervir atrás do Hospital dos Marmeleiros. Já limpamos a área, já vedamos a área, onde temos normalmente problemas com incêndios. Já está colocado o gado devidamente ordenado, para manter a zona limpa», frisou.
Paralelamente, diz que é necessário continuar a fazer a limpeza na zona do Caminho dos Pretos, «com áreas que estão a ser limpas e algumas delas já estão vedadas». «Vamos continuar a vedar e, em associação com os criadores de gado, vamos ter pastorícia ordenada na zona», confirmou.
O líder madeirense recorda que este trabalho é transversal a toda a Região, dando o exemplo do Paul da Serra, onde estão a ser erradicadas toneladas de giestas. Mas, avisa, «não conseguimos limpar tudo». Daí que se esteja «a fazer aquilo que é prioritário neste momento, que é criar zonas de corta-fogo e áreas limpas que impeçam a propagação dos fogos».
A propósito, sublinhou que o Dispositivo de Combate aos Fogos Rurais teve início hoje, num trabalho em articulação com os bombeiros, com a Polícia de Segurança Pública, Forças Armadas, guarda-florestal e a Proteção Civil. “Estamos todos coordenados», enalteceu.
«É bom dizer-se que este não é um momento para amadores, isto é para profissionais. Nós estamos a intervir em áreas que nós sabemos, por aquilo que tem sido o histórico dos fogos, serem muito suscetíveis à propagação dos fogos. É nessas áreas que estamos a intervir. Em constância obviamente com os nossos especialistas», concluiu.