1) Cidadania Activa – os partidos políticos são essenciais à democracia mas não devem monopolizar a cidadania livre e participativa. Uma sociedade plural, livre e democrática não pode nem deve prescindir da auscultação e intervenção pública dos seus cidadãos.
2) Personalismo – As pessoas devem ser o centro da decisão política. E as políticas públicas – na saúde, na educação, na cultura, na economia – devem acima de tudo servir os cidadãos e não as corporações ou os grupos de interesse.
3) Valores – Igualdade de oportunidades, solidariedade activa, liberdade de escolha, integridade pessoal, são valores imprescindíveis, alicerces de qualquer política rumo à modernidade e ao desenvolvimento.
4) Coesão Social e Intergeracional - A Região Autónoma da Madeira é de todos e não apenas de alguns. Uma sociedade fracturada não tem qualquer futuro e caminha para a regressão económica e social. É essencial existir uma verdadeira solidariedade entre as gerações e entre os diferentes estratos sociais. A coesão social depende do acesso de todos e não apenas de alguns, a condições dignas de existência.
5) Respeito pelos contribuintes – O Governo Regional tem de ser pessoa de bem e deve dar o exemplo: rigor orçamental, procura do interesse público, combate ao desperdício, transparência administrativa, utilização criteriosa dos recursos. Para garantir a sustentabilidade das políticas públicas na nossa Região é necessário reformar práticas e políticas, mas devemos fazê-lo com sentido de justiça, proporção e equidade.
6) Valorizar os Jovens – Estimular a Meritocracia – O conhecimento, a educação a cultura são factores essenciais de desenvolvimento pessoal e económico. A inovação e a criatividade são hoje determinantes na criação de emprego. É importantíssimo aproveitar a geração melhor preparada de sempre no futuro desenvolvimento da Região. Se queremos estimular a economia e a produtividade temos de contar com eles, os melhores e mais determinados e com regras claras de meritocracia como factor de progresso e modernidade.
7) Sustentabilidade num Mundo Global – É prioritário assegurar a sustentabilidade económica, financeira, e social da nossa Região. A Madeira tem de obter ganhos de escala no exterior, superando a sua ultraperiferia e exiguidade territorial. Historicamente tivemos desenvolvimento quando nos viramos para o exterior: Ciclo do Açúcar, do Vinho, do Turismo, adesão à CEE, Centro Internacional de Negócios, Diáspora. Temos de aproveitar a nossa posição estratégica no Atlântico e contornarmos o isolamento e a ausência de escala num mundo global. Só com uma vocação cosmopolita, aberta ao mundo, superando a barreira das acessibilidades e comunicações, seremos capazes de contornar a nossa ausência de escala, e conquistarmos territórios para além das nossas fronteiras. Só nos virando para o exterior, estabelecendo parcerias, captando investimentos, atraindo pessoas e capitais, é que poderemos prosperar e garantir a nossa auto-sustentabilidade económico-financeira.
8) Credibilidade e Notoriedade Positiva – A credibilidade é um capital político valiosíssimo para a nossa capacidade de mobilização na concretização de objectivos internos e externos e reforça os índices de confiança nos cidadãos e nos agentes políticos e económicos.
A notoriedade positiva é condição elementar para a nossa actratividade externa, garantindo simpatia e boa projecção nacional e internacional no mundo dos media, da diplomacia, dos negócios e do turismo.