Miguel Albuquerque foi a São Vicente deixar claro que a Madeira não pode nem vai parar, e que os objetivos são para manter. O líder madeirense fez ainda questão de recordar o avultado investimento concretizado naquele concelho e de anunciar novas obras a executar nos próximos anos, como a via-expresso entre a Boaventura e o Arco de Sãom Jorge, a ampliação do Lar da Ponta Delgada, a requalificação da frente-mar de São Vicente ou mais habitação social, para cativar as novas gerações.
O presidente do Governo Regional falava, nas instalações da escola agrícola de São Vicente, durante a cerimónia do Dia do Concelho de São Vicente, evocativa dos 280 anos do município, onde começou por lembrar que sorte que São Vicente teve – «mas a sorte também dá muito trabalho e também implica lucidezes» – de ter um presidente de Câmara como o José António Garcês».
«O José António é, na verdade, um presidente que é exemplo daquilo que é um político: empático, popular, que conhece profundamente o concelho e as suas gentes, que sabe
trabalhar em equipa, tem capacidade de ouvir e, simultaneamente, tem outra capacidade muito importante, que á de decidir e não fica estagnado tendo por base os consensos. Quando é necessário, não hesita em seguir o rumo que deve ser seguido para salvaguarda do interesse pública», elogiou.
O governante salientou ainda que «os políticos têm sempre uma preocupação legítima com a sua popularidade, mas esse não é o fim da política». «Quem vai para a política sabe que não é na inação ou com a estagnação e com a indecisão que faz política séria. É, de facto, com a faculdade de decidir, de agir e de realizar obra. Isso é decisivo e fundamental para um político deixar uma marca e, sobretudo, deixar algo para o futuro», destacou.
Lembrando que é normal os políticos serem criticados, rejeitou, contudo, «aquilo que se passa nas redes sociais hoje em dia, com um conjunto de pessoas que vão para as redes sociais vomitar ódio, extravasar ressentimentos, insular de forma alarve os eleitos e outras pessoas que não concordam com eles, é algo que obriga a que os políticos não se deixem dominar nem condicionar por esses segmentos».
Desta forma, acrescentou: «O que faltava é que, aqui na Madeira, um presidente do Governo, um secretário regional, um presidente de Câmara, deixasse de atuar politicamente em função daqueles que são, muitas vezes, perfis falsos, gente que tem um problema com eles próprios e não com os outros e, como tal, a única forma de se realizarem é através de insultos alarves e inventando as histórias mais rocambolescas. Isso não é algo que faça parte da respublica, é algo que é segmentado e deve ser ignorado. Deixemo-los falar. Não podemos ficar condicionados por isso».
De resto, lembrou os elevados investimentos realizados – «este mandato do José António é marcado pelos investimentos mais altos que o meu Governo realizou» – como as vias-expresso entre a Ponta Delgada e São Vicente e entre a Ponta Delgada e a Boaventura, investimentos superiores aos 100 milhões de euros. Ou ainda a reabilitação da estrada regional entre a Boaventura e o Lombo do Urzal ou do túnel engº Duarte Pacheco.
Ou ainda a Escola Agrícola de São Vicente, os vários caminhos agrícolas concretizados ou a reabilitação do Solar do Aposento e da Capela na Ponta Delgada.
Entre as obras concretizadas estão ainda as de recuperação do temporal de 25 de dezembro de 2020 e onde ficou bem expressa a importância das vias-expresso, que permitiriam socorrer a população em segurança e rapidamente, ao contrário de quem dizia que não vai a apena investir milhões em vias-expresso para servir poucas pessoas.
«Nós já investimos, e também a Câmara, muitos milhões nos apoios às populações, na reposição dos regadios e das linhas de água, na recuperação das estradas danificadas», lembrou.
E conclusão até outubro está, num investimento de mais de seis milhões de euros, a recuperação da ER 211, no troço entre São Vicente e a Ponta Delgada.
Em construção estão 18 fogos sociais na Terra Chã, em São Vicente, fruto da aposta do Governo na habitação Social, também em São Vicente, que é para continuar, até como forma de fixação das novas gerações.
Para o futuro, anunciou a requalificação do Centro de Saúde de São Vicente e a reabilitação da Casa do Povo de Boaventura. Bem como ainda a recuperação de «uma
das estradas mais bonitas da Madeira, que é á Estrada do Bom Jesus», o aumento da capacidade do Lar da Ponta Delgada e a requalificação, em conjunto com a Câmara, da frente-mar de São Vicente. Ou ainda com uma solução para a antiga Adega de São Vicente.
Sobre a estrada das Ginjas, que é para avançar, sublinha que Governo e Câmara estão à espera de «que alguém resolva uma providência cautelar que devia ser resolvida em quatro meses e já estamos há dois ou três anos à espera». «Mas isso, são as leis que temos e acho que ou o Estado português revê estas leis ou terá minorias a condicionar a vontade do povo. Temos meia dúzia de pessoas a avançar com processos, a atrasar obras e depois quando vier a resolução ninguém é responsável por nada», criticou.
O líder madeirense deixou ainda a garantia de que o seu Executivo continuará «a trabalhar, como sempre trabalhamos, com as autarquias, com as Juntas de Freguesia, com as forças vivas de todos os concelhos» A Madeira não vai parar», asseverou.
«Nós estamos com um crescimento económico singular, o maior crescimento económico de sempre. Temos o desemprego mais baixo dos últimos vinte anos. Estamos com montantes de investimentos, também aqui no Norte, bastante interessantes. Aquela ideia de que o norte estava a ficar para trás está a se esbater. Temos aqui as mais baixas de IRS do País», prosseguiu.
Desta forma, concluiu: «Vamos continuar a garantir que no quadro regional tenhamos um Orçamento adequado à prossecução dos nossos objetivos: crescimento económico, redução fiscal, controlo da dívida, coesão social e investimento.».