O presidente do Governo Regional agradeceu hoje ao Grupo “Pingo Doce” pelo profissionalismo que tem introduzido, em termos operacionais, na indústria agroalimentar e na agricultura da Madeira. Porque, adiantou, esse profissionalismo «tem estimulado e tido um efeito multiplicador nos fornecedores, nos produtores, nos empresários agrícolas».
Miguel Albuquerque visitou hoje a remodelada loja do “Pingo Doce” no Lido (um investimento de 2,5 milhões de euros), um estabelecimento que frequenta de forma assídua, o que motivou aliás que fizesse questão de agradecer a todos os funcionários, ao longo destes anos, «todas as simpatias e a cordialidade» com que sempre foi recebido naquele espaço.
Aliás, o líder madeirense começaria mesmo a sua intervenção durante a cerimónia de reabertura da loja por cumprimentar Pedro Santos (diretor-geral do Grupo na Madeira) e todos os responsáveis da empresa e do estabelecimento, mas sobretudo por enfatizar os trabalhadores e funcionários daquele que considerou ser um magnífico estabelecimento.
«Sou frequentador habitual e queria dizer uma coisa hoje: quem faz este estabelecimento são os funcionários, pela diligência, pela competência, pela simpatia e pelo profissionalismo. Sou testemunha da cultura da empresa, que é a circunstância de todos os funcionários desta loja serem altamente prestáveis. Não é a decoração ou a funcionalidade da loja que traz o cliente, é o pessoal que trabalha aqui», relevou.
O líder madeirense diz que é esta conjugação que a Madeira necessita: «Criar upgrade através de um bom serviço e através das mais-valias que são desencadeadas através dessas transformações».
Reforçando que «o Pingo Doce trouxe um grande impulso ao sector agroalimentar e ao sector primário na Madeira», Miguel Albuquerque considerou que todo o conjunto de mudanças que foram introduzidas, também pelo Pingo Doce e pelas grandes superfícies, «vieram maximizar a produção na Madeira».
O que é importante, conforme relevou, «porque o Pingo Doce é um dos grandes compradores dos produtos locais e divulgadores dos produtos locais».
«Portanto, eu acho que para além dos investimentos que tem feito, dos postos de trabalho que cria e da melhoria que tem introduzido em todo o sector do retalho alimentar, o Grupo Pingo Doce tem trazido uma grande mais-valia que é o profissionalismo, a eficácia e a competência nestas áreas e o apuramento técnico. Não tenho nenhuma dúvida», frisou.
A outro nível, o governante lembrou que a Região beneficia hoje de uma estabilidade política, que tem permitido um crescimento económico contínuo. «São 58 meses a crescer, acima da média nacional», destacou.
Paralelamente, recordou que, em 2015, o investimento privado era uma vez e meia o investimento público. Neste momento, destacou, é 3,6 vezes superior. «Isso significa o salto em termos económicos que a região está a dar, com um desemprego residual e um PIB que duplicou em 10 anos (só Singapura que é que atingiu esta marca). Fechamos 2025 com um PIB de 8.024 milhões de euros e vamos continuar a crescer.», referiu.
Miguel Albuquerque lembrou também que foi reduzido o IRC no máximo de 30 por cento permitido, sendo agora de 13.3%. «Se continuarmos com esta redução a nível nacional, vamos ter uma taxa de imposto sobre as empresas, em dois a três anos, inferior à Irlanda: 10 por cento», perspetivou.
Relativamente ao IRS, salientou que houve uma descida em todos os escalões, ou seja, até ao nono escalão. «O que significa que a maioria dos trabalhadores da Madeira vão receber mais um salário ou quase um salário por ano», enalteceu.
«Quero sublinhar que nós reduzimos a taxa fiscal, mas alargamos a base fiscal, o que significa que quando os impostos são razoáveis e as pessoas pagam, nós conseguimos cobrar mais, taxando menos as famílias e os trabalhadores. A redução fiscal é uma das grandes formas que nós temos de trabalhar. Significa que devolvemos o dinheiro às famílias, aos trabalhadores e depois as famílias decidem o que é que fazem com esse dinheiro. O dinheiro não fica para o Estado. E vamos continuar a trabalhar nesta área», asseverou.
A concluir a intervenção, voltou a referenciar o diretor-geral do Pingo Doce na Madeira: «O Pedro Santos teve o bom senso e a inteligência – ele é um homem muito inteligente – de escolher a Madeira para viver. Portanto é essa a lucidez de um grande empresário».
Depois, já no exterior, questionado pelos jornalistas acerca da entrada de novas cadeiras alimentares na Madeira, foi pragmático: «O mercado é livre e, como eu costumo dizer, a concorrência traz os melhores benefícios para os consumidores. O mercado está aberto. Há intenções de outras cadeias entrarem na Madeira. Da nossa parte, nós não nos opomos
a essas entradas, porque essa concorrência, desde que seja sã e leal, traz benefícios para toda a gente».