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Impacto Esperado
PARA AS TRÊS PRIORIDADES TEMÁTICAS:
Impacto esperado no encerramento do projeto (lista não exaustiva):
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Criação de novas cadeias de valor em regiões menos desenvolvidas e regiões em transição;
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Aplicação e implementação de tecnologias e soluções inovadoras (novas para a região) em regiões menos desenvolvidas e em transição (difusão da inovação);
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Exploração dos resultados do projeto;
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Tecnologias inovadoras testadas e adotadas pelo mercado;
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Implementação de soluções inovadoras que melhorem a confiança das empresas, as competências e os meios para digitalizar e crescer;
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Contributo para a digitalização e transformação dos sistemas de saúde, através de vários tipos de inovação e da prestação de serviços de TI;
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Adoção pelo mercado de soluções tecnologicamente/economicamente fiáveis e viáveis;
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Implementação de novas tecnologias que promovam o crescimento do setor industrial europeu;
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Tecnologias inovadoras adotadas pelas PME;
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Identificação de possíveis fontes de financiamento ou combinações de financiamento para cobrir necessidades residuais de investimento (parcerias público-privadas para implementação da inovação, colaboração com capitais de risco, empréstimos do grupo BEI, etc.);
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Reforço dos canais de difusão da inovação;
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Reforço da capacidade das regiões para coinvestirem em conjunto, unindo esforços em prioridades comuns de investimento S3 (investimentos inter-regionais).
Impacto a longo prazo (lista não exaustiva):
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Redução do fosso de inovação e das disparidades entre regiões mais desenvolvidas e menos desenvolvidas;
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Aumento da produtividade e eficiência das empresas;
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Melhoria dos serviços públicos, tornando-os mais acessíveis, interoperáveis e centrados no utilizador;
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Melhoria do nível de competências digitais;
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Reforço da capacidade de inovação e competitividade da UE;
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Criação de novas oportunidades de mercado para as empresas da UE;
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Tornar a indústria da UE mais eficiente e sustentável;
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Melhoria da qualidade de vida e das condições para fazer negócios;
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Reforço da coesão social e territorial, bem como do bem-estar individual;
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Melhoria indireta dos sistemas de educação e formação profissional;
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Reforço/reconfiguração das cadeias de valor da UE, aumentando simultaneamente a competitividade europeia nos mercados globais;
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Libertação do potencial de inovação das regiões/países da UE;
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Contributo para os objetivos do Pacto Ecológico Europeu;
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Impacto positivo no ambiente, segurança, saúde, clima, sociedade e economia;
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Contributo para a dupla transição e para a eficiência, sustentabilidade e competitividade do setor industrial europeu;
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Crescimento económico e criação de emprego;
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Reforço/reconfiguração das cadeias de valor da UE, aumentando a competitividade da UE nos mercados globais.
Objetivo
O Instrumento de Investimentos Inter-regionais em Inovação (I3) é um instrumento de financiamento ao abrigo do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER, artigo 13.º).
Implementado no âmbito da Política de Coesão, o Instrumento I3 apoia a cooperação inter-regional em inovação através da utilização das Estratégias de Especialização Inteligente (S3) como quadro orientador para ligar pontos fortes regionais, alinhar capacidades complementares e reforçar as cadeias de valor europeias.
O Instrumento I3 apoia a expansão (“scaling-up”) e a comercialização de projetos de inovação inter-regionais em áreas S3 partilhadas ou complementares. Promove a difusão da inovação e a implementação industrial através da mobilização de investimentos coordenados entre regiões, permitindo que os agentes da inovação avancem de soluções validadas e ideias de investimento para a adoção pelo mercado e impacto económico.
Esta orientação está alinhada com a agenda política mais ampla da União em matéria de competitividade, transformação industrial, inovação, segurança e resiliência, refletida no “Competitiveness Compass”, no “Clean Industrial Deal”, na Estratégia para o Mercado Único, no proposto Fundo Europeu para a Competitividade, na Estratégia para Start-ups e Scale-ups e no futuro Ato Europeu da Inovação. Um objetivo central do Instrumento I3 é reforçar as cadeias de valor da UE e regionais, bem como a competitividade da Europa, através da cooperação inter-regional que reúna regiões menos desenvolvidas, regiões em transição e regiões mais desenvolvidas.
Na prática, o Instrumento I3 concentra-se em levar inovações maduras para a fase de implementação entre regiões (passagem do TRL 6 para o TRL 9). Assim, espera-se que os projetos utilizem o Instrumento I3 para validação, demonstração, adaptação, replicação, expansão e adoção pelo mercado.
Esta abordagem ajuda a ligar empresas, intermediários e autoridades públicas entre ecossistemas regionais, com o objetivo de acelerar a adoção pelo mercado e reforçar as cadeias de valor europeias. A longo prazo, tal deverá contribuir para uma atividade industrial mais diversificada e para novas oportunidades de negócio nas regiões da UE.
Âmbito
Este convite à apresentação de propostas refere-se à Vertente 2a e centra-se no reforço da integração de agentes da inovação de regiões menos desenvolvidas e regiões em transição no desenvolvimento das cadeias de valor da UE, criando simultaneamente oportunidades locais para inovação e transformação económica inteligente em regiões com áreas de especialização inteligente partilhadas (ou complementares).
O objetivo do presente convite da Vertente 2a do Instrumento I3 é apoiar investimentos inter-regionais em inovação, oferecendo aos consórcios de agentes da inovação dos ecossistemas da quádrupla hélice o apoio financeiro e consultivo necessário para elevar as suas inovações a um nível de maturidade pronto para expansão e comercialização. Este convite visa especificamente reduzir o fosso de inovação na Europa, com forte enfoque da política de coesão na integração de regiões menos desenvolvidas e em transição nas cadeias de valor europeias.
Os projetos deverão demonstrar de que forma as regiões menos desenvolvidas e em transição assumirão papéis concretos e sustentáveis nas cadeias de valor visadas, incluindo através de oportunidades de negócio, reforço de capacidades e perspetivas de investimento subsequente.
Assim, as propostas apresentadas no âmbito deste convite deverão facilitar:
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o apoio a agentes da inovação com ideias de investimento prontas para serem desenvolvidas em casos de negócio maduros;
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a identificação de novos domínios tecnológicos regionais e oportunidades de mercado alinhados com as prioridades da UE, colmatando o fosso entre oferta e procura para ajudar os ecossistemas de inovação a superar falhas de mercado;
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a criação de novas cadeias de valor em regiões menos desenvolvidas e em transição e a integração em cadeias de valor inter-regionais e transfronteiriças com regiões mais desenvolvidas;
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a melhoria dos conhecimentos e competências práticas em planeamento empresarial e de investimento, especialmente para PME, bem como para outros parceiros do consórcio;
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a aplicação e implementação de tecnologias e soluções inovadoras em regiões menos desenvolvidas e em transição;
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a interação e colaboração de PME de regiões menos desenvolvidas e em transição em cadeias de valor inter-regionais/multinacionais com agentes da inovação de regiões mais desenvolvidas.
O foco incide na transferência de tecnologia e no apoio consultivo altamente especializado para a implementação de experiências e casos de demonstração em empresas. A participação dos agentes da inovação baseia-se em prioridades de inovação partilhadas ou complementares, tal como definidas nas respetivas estratégias regionais e/ou nacionais de especialização inteligente. Os projetos deverão demonstrar uma participação equilibrada de regiões com diferentes níveis de desenvolvimento e desempenho em inovação.
Os casos de investimento empresarial do Instrumento I3 começam com um nível mínimo TRL 6 e têm como ambição facilitar a demonstração e acelerar a adoção pelo mercado e a comercialização. O desenvolvimento dos casos empresariais e de investimento é facilitado pelos ecossistemas regionais de inovação, com as empresas a assumirem o papel principal. Espera-se que os projetos demonstrem um papel claro das empresas, em particular das PME, na condução das atividades de implementação, adoção pelo mercado e expansão.
O apoio a prestar deverá incluir uma ou ambas as seguintes formas:
a) apoio financeiro, através de financiamento direto aos beneficiários do consórcio ou através de financiamento em cascata/apoio financeiro a terceiros (FSTP); e/ou
b) apoio não financeiro, como atividades de coaching, mentoria ou matchmaking.
Tal deverá incluir uma perspetiva credível de investimento subsequente, implementação alargada e integração de longo prazo dos resultados do projeto nas cadeias de valor europeias.
No final da execução do projeto, todas as regiões e parceiros envolvidos deverão dispor de uma perspetiva clara sobre como explorar e desenvolver os resultados do projeto I3, incluindo através da introdução alargada de novos produtos, serviços ou processos de produção.
Espera-se que os projetos produzam recomendações políticas orientadas para a ação dirigidas aos decisores políticos a nível regional, nacional e europeu. As recomendações deverão ser claras, práticas e baseadas em evidências, resultando da experiência de implementação e execução do projeto (incluindo barreiras, condições facilitadoras e constrangimentos à adoção pelo mercado). Deverão explicar de que forma cada ação recomendada responde à necessidade identificada e indicar onde subsistem incertezas. As recomendações deverão estar ligadas a iniciativas políticas e quadros estratégicos relevantes a nível regional, nacional e europeu, conforme adequado, relacionando os resultados do projeto com as ações propostas. Deverá ser apresentado um número manejável de recomendações, priorizadas em função do impacto ou urgência, clarificando quem deverá agir, a que nível (regional, nacional ou europeu) e através de que instrumentos, incluindo, quando pertinente, condições práticas de implementação e potenciais necessidades de recursos. Sempre que relevante, as recomendações deverão igualmente identificar condições necessárias para apoiar investimentos subsequentes, replicação alargada e maior participação de regiões menos desenvolvidas e em transição nas cadeias de valor europeias.
Para reforçar a vantagem competitiva da UE através da resposta estratégica aos desafios atuais, as propostas apresentadas no âmbito deste convite deverão abordar uma ou mais das seguintes prioridades temáticas designadas:
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Transição digital;
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Transição ecológica;
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Fabrico inteligente.
Financiamento: 30 200 000 €
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