Miguel Albuquerque falava no salão nobre do Governo Regional, à Avenida Zarco, onde decorreu hoje uma sessão com todos os formandos do CPOG e com os principais responsáveis do curso, cujo diretor é o Brigadeiro-General José Carlos Vicente Pereira. O comandante do IUM é o Vice-Almirante Vizinha Mirones.
O curso inclui, todos os anos, uma visita à Região Autónoma da Madeira, para contactos com as autoridades locais, civis e militares.
Aos formandos – 33 Oficiais das Forças Armadas Portuguesas e da Guarda Nacional Republicana, para além da participação de 7 auditores estrangeiros provenientes de países amigos, nomeadamente de Angola, do Brasil e de Moçambique e reforçando assim a dimensão internacional do curso – o líder madeirense lembrou que Portugal tem apenas duas estratégias possíveis, em matéria de Defesa.
O governante lembrou que há 5.800 milhões de euros previstos pela União para Portugal, no âmbito específico do Fundo Europeu de Defesa (FED).
Face a essas verbas e a esta nova estratégia europeia de investimentos na Defesa, Portugal, defendeu, só tem duas estratégias possíveis.
Uma delas, lembra, é apostar numa estratégia continental. Ou seja, recordou, «termos forças para colocar junto à fronteira a leste ou a ajudar na fronteira leste». E, ficando na ultraperiferia, seria um erro, reiterou, de Portugal. Perderia toda a relevância, sublinhou.
Ou então, defendeu, «investir numa estratégia, que é aquela em que Portugal pode ser relevante, que é assumir uma estratégia atlântica:
«Onde monitorizasse as rotas marítimas, os cabos submarinos e os recursos marinhos e criasse uma plataforma logística, nos Açores e na Madeira e no mar territorial, que nos dê garantias de dar um contributo importante para a defesa atlântica europeia e da NATO», considerou.
O Curso de Promoção a Oficial General (CPOG) do Instituto Universitário Militar (IUM) é ministrado em Lisboa. A formação decorre ao longo do ano letivo.
Contudo, este curso de alta patente integra anualmente uma visita de estudo à Região Autónoma da Madeira, onde os auditores contactam com os órgãos de Defesa e soberania no arquipélago.
O Instituto Universitário Militar iniciou este Curso no dia 7 de janeiro de 2026, destinado a oficiais das Forças Armadas Portuguesas e da Guarda Nacional Republicana.