O acordo integra os programas MF Tech Lab e Madeira Pro Bono, anunciou a diretora regional Andreia Collard, e foi assinado por José Manuel Rodrigues, secretário regional da Economia, e por Luís Calado, cofundador da MFICA.
Andreia Collard sublinhou que o contrato “materializa o compromisso do Governo Regional da Madeira com a inovação, com a capacitação dos nossos jovens, com a transformação digital e o fortalecimento das organizações que desempenham um papel fundamental no desenvolvimento social e económico da Região”. A diretora regional explicou que o MF Tech Lab é dirigido a jovens madeirenses e pretende promover “uma abordagem de aprendizagem e capacitação baseada em projetos concretos nas áreas da tecnologia, da inteligência artificial e do desenvolvimento de produtos digitais”.
A responsável destacou ainda que o programa se enquadra nos objetivos da Nova Geração Biz e visa “criar novas competências para o estímulo do empreendedorismo tecnológico e para a preparação da Região Autónoma da Madeira para os desafios de uma economia cada vez mais digital”, contribuindo, desta forma, para a atração e retenção de capital humano no arquipélago madeirense. Segundo disse, a iniciativa pretende também dar oportunidades a jovens “independentemente de terem licenciatura ou não nas áreas emergentes”.
Andreia Collard explanou que o programa Madeira Pro Bono é dirigido “às organizações do terceiro setor, reconhecendo o papel indispensável que estas (instituições) desempenham na promoção de uma economia social e o acompanhamento simultâneo do crescimento económico, com melhoria na qualidade de vida dos madeirenses e dos porto-santenses”. Tem como principal finalidade “reforçar a capacidade operacional destas entidades, através da implementação de soluções digitais e da disponibilização de apoio técnico estratégico, permitindo melhorar processos e aumentar a eficiência organizacional”, concluiu.
A Madeira Friends International Community Association é detentora de uma rede de profissionais internacionais em diferentes áreas tecnológicas, cujo conhecimento pode ser utilizado para melhorar a tendência de mercado e a implementação de boas práticas, especialmente em áreas emergentes que não existem na Madeira, partilhando desta forma o conhecimento com as empresas regionais, com vista à melhoria da competitividade das mesmas.
Já o secretário regional da Economia congratulou-se com a parecia entre a DRCIS e a organização de nómadas digitais (MFICA) e agradeceu aos trabalhadores remotos que se fixaram na Madeira durante a pandemia, ajudando a dinamizar a economia regional. José Manuel Rodrigues vincou que, com a conectividade e os investimentos em cabos submarinos, realizados pelo Governo Regional, a Madeira passou a poder “laborar, exportar inteligência e talento para qualquer parte do mundo”.
O governante disse que a Região vive uma “oportunidade histórica” associada à revolução tecnológica e frisou que a Madeira tem de estar “na vanguarda da nova economia que está a surgir”. Acrescentou que o protocolo apoia não só a formação tecnológica e em inteligência artificial para os jovens, mas também o terceiro setor, “absolutamente essencial para uma comunidade que se pretende harmoniosa, mas também competitiva”.