Ao longo da nossa história, aprendemos que a solidariedade não conhece fronteiras nem distâncias. Conhecemo-la quando são os nossos irmãos emigrantes que precisam do apoio da terra que os viu nascer. Conhecemo-la também quando são os madeirenses que vivem na ilha a enfrentar a dureza das intempéries, das aluviões, dos incêndios ou das forças da natureza que tantas vezes moldaram a nossa história coletiva.
A comunidade madeirense da Venezuela faz parte dessa história.
Durante décadas, a Venezuela foi uma terra de oportunidade e de esperança para milhares de famílias madeirenses. Foi um dos principais destinos da nossa emigração e uma das maiores fontes de divisas que chegaram à Madeira, ajudando a construir casas, sustentar famílias, abrir negócios e criar oportunidades aqui, na nossa ilha-mãe.
Em terras de Bolívar, gerações de madeirenses trabalharam, prosperaram e contribuíram para o desenvolvimento do país que os acolheu, sem nunca esquecerem as suas origens e a sua ligação à Madeira.
Hoje, essa mesma Venezuela, e muitos dos nossos conterrâneos que lá vivem, enfrentam um dos mais devastadores desastres naturais deste século, precisamente num momento em que o país procurava iniciar um caminho de recuperação após anos de profunda instabilidade económica, social e política.
É nos momentos de maior provação que se reconhece a força de uma comunidade.
E os madeirenses, uma vez mais, dirão presente.
Porque a solidariedade faz parte do nosso ADN coletivo.
Porque nunca esquecemos quem nos ajudou quando precisávamos.
Porque sabemos que, independentemente do oceano que nos separa, continuamos a ser uma só família.
O Governo Regional da Madeira, em articulação com a Delegação da Cruz Vermelha Portuguesa na Madeira, garante que a totalidade dos donativos recolhidos será entregue diretamente às famílias madeirenses afetadas através de entidades portuguesas, assegurando transparência, proximidade e eficácia no apoio prestado.
Cada contributo, por pequeno que seja, representa muito mais do que uma ajuda material.
Representa esperança, gratidão e sentido de pertença à madeirensidade universal.
Os madeirenses sempre souberam estar presentes nos momentos difíceis. Este é mais um desses momentos.*