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N.º 55 - Educação Emocional

julho a dezembro de 2019 14-02-2020 Direção Regional de Educação
N.º 55 - Educação Emocional Ouvimos, cada vez mais, a afirmação de que a escola a todos acolhe, sem exceções, e contribui para o desenvolvimento integral, holístico, pleno e harmonioso do aluno, não esquecendo, nem dissociando nenhuma das várias dimensões da sua pessoa. É, especialmente, da dimensão Emocional que este número da Revista foca a sua atenção, já que, como é afirmado “com o aumento do número de anos da escolaridade obrigatória, o tempo que as crianças e jovens passam neste contexto [escolar] tem aumentado, transformando a Escola num espaço privilegiado para o desenvolvimento de competências sociais e emocionais”, essenciais para a sua “construção” como pessoas e como cidadãos e para a promoção do bem-estar e da qualidade de vida.
Trata-se de ver o processo educativo e o próprio aluno para além da dimensão cognitiva, já que se sabe que “a inteligência académica não é suficiente, nem para assegurar o êxito na vida profissional, nem no bem-estar da vida quotidiana”. Perceber e reconhecer a contribuição das emoções na aprendizagem e no crescimento dos alunos, tantas vezes ainda esquecidas, negligenciadas e descuradas pelo atual sistema educativo que continua a sobrevalorizar a memorização, quantas vezes “estéril”, de conteúdos programáticos fragmentados.
É, por isso, necessário que competências essenciais para potenciar o desenvolvimento dos alunos, como por exemplo as emocionais e sociais, permaneçam dentro dos currículos e sejam abordadas e desenvolvidas de forma intencional, sistemática e metodologicamente organizada. Existem, felizmente na RAM, diferentes atividades/projetos/programas que abordam as emoções, a sua gestão, a sua utilização, a sua expressão, a sua experiência e a sua vivência, no contexto das relações com os outros.
Eis mais um desafio que se coloca à Escola, hoje. Que se torne competente para trabalhar, com todos os seus alunos, a “inteligência emocional”, ou seja, assumir a aprendizagem em competências sociomorais, capacitando os alunos com um conjunto de “ferramentas” que lhes permitam “gerir, de forma eficaz, os desafios do quotidiano e a prosperarem tanto no contexto académico como na vida pessoal e social”. Educar uma pessoa e uma sociedade para “SER” e não apenas para “fazer” é, manifestamente, um desafio demasiado importante para ser posto de lado.

Marco Gomes

Diretor Regional de Educação