Decorreu esta tarde a apresentação do estudo ‘Caracterização do Capital Humano na REDE de Cuidados Continuados Integrados’ (CApH-REDE). Financiado pelo PRR e desenvolvido pela Escola Superior de Enfermagem de São José de Cluny, o estudo apresenta o diagnóstico da força de trabalho da REDE e aponta os caminhos estratégicos para a valorização e capacitação dos profissionais na Região.
Na abertura, a secretária regional de Saúde e Proteção Civil, Micaela Fonseca Freitas, sublinhou que "garantir qualidade de vida e dignidade ao longo de todo o ciclo de vida é, hoje, o maior compromisso coletivo que uma sociedade pode assumir". Citando o diretor regional da Organização Mundial da Saúde para a Europa, Hans Kluge, a governante recordou a urgência de dotar os profissionais de melhores condições para que se possam focar no essencial: "libertar quem cuida para fazer aquilo que a tecnologia nunca poderá substituir: ter empatia, olhar nos olhos do doente, ouvir e estar verdadeiramente presente".
No encerramento da iniciativa, a secretária regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, assinalou o desafio demográfico da Região: "A população da Madeira está a envelhecer a um ritmo sem precedentes. Em pouco mais de três décadas passámos de cerca de 30 mil para mais de 58 mil idosos. Esta realidade exige respostas cada vez mais qualificadas, mais articuladas e mais sustentáveis. Mas exige, sobretudo, visão. Porque preparar o futuro da Rede de Cuidados Continuados não significa apenas criar mais lugares. Significa preparar melhores equipas, investir na formação contínua, significa apostar na inovação, melhorar as condições de trabalho, reconhecer o valor daqueles que todos os dias escolhem cuidar dos outros".