O valor do cabaz de bens alimentares essenciais na Região Autónoma da Madeira manteve‑se praticamente estável em julho, com uma ligeira subida de 0,32% face a junho, segundo o Observatório de Preços CabazRAM, da Direção Regional do Comércio, Indústria e Qualidade (DRCIQ).
Em julho, o cabaz de 26 produtos essenciais monitorizado pelo CabazRAM foi avaliado em 82,53 euros, mais 26 cêntimos do que em junho, quando tinha sido fixado em 82,27 euros. Esta variação marginal confirma a tendência recente de contenção na evolução dos preços dos bens alimentares de primeira necessidade, numa fase em que as famílias continuam sensíveis ao impacto da inflação no orçamento doméstico.
A classe das carnes, que representa mais de metade do valor total do cabaz (55,26%), registou uma ligeira descida de 0,22%, passando de 45,70 para 45,60 euros. Entre as principais categorias, verificaram‑se aumentos nos lacticínios e ovos, que subiram de 9,43 para 9,70 euros (+2,92%), e nos hortícolas, que passaram de 7,50 para 7,61 euros (+1,47%). Em sentido inverso, a fruta recuou de 3,98 para 3,83 euros (‑3,77%) e o pão e cereais desceram de 3,37 para 3,25 euros (‑3,71%), contribuindo para moderar a variação global dos preços.
No detalhe por produto, a cebola 1 kg registou a maior subida mensal, com um acréscimo médio de 23,49% face ao mês anterior, passou de 1,49 para 1,84 euros. Já a farinha de trigo tipo 55 1 kg apresentou a maior descida, ao recuar 22,35% no preço, de 0,85 cêntimos para 0,66 cêntimos, refletindo campanhas promocionais diretamente visíveis ao consumidor na prateleira.
O CabazRAM é um instrumento de monitorização da Secretaria Regional de Economia, baseado em recolha mensal de preços por observação direta em dois estabelecimentos comerciais de referência na cidade do Funchal. O cabaz integra 26 bens alimentares essenciais, distribuídos por classes como carnes, lacticínios e ovos, gorduras e conservas, hortícolas, fruta, pão e cereais, leguminosas e outros, permitindo acompanhar a evolução do custo de um conjunto básico de consumo.
A metodologia considera o preço efetivamente pago pelo consumidor, incluindo promoções de desconto direto imediato, mas excluindo benefícios associados a cartões de fidelização, acumulação de pontos, vales ou campanhas condicionadas, como “leve 3, pague 2”. Os resultados refletem a tendência da amostra e não uma média global de toda a área geográfica da Madeira, dado tratar‑se de uma fase inicial/piloto centrada em estabelecimentos do Funchal.
Desde abril de 2026, o observatório passou a registar o preço real de prateleira, abandonando o preço de tabela de referência antes das promoções. A Secretaria Regional de Economia assinala que esta alteração melhora a leitura do impacto dos preços no orçamento das famílias.
O Secretário Regional da Economia, José Manuel Rodrigues, sublinhou que “os dados de julho confirmam uma trajetória de estabilização dos preços dos bens alimentares essenciais na Região, o que é particularmente relevante num contexto em que as famílias continuam a gerir com prudência o seu orçamento”.
O governante acrescentou que “as medidas de acompanhamento e transparência dos preços estão a contribuir para uma maior previsibilidade no consumo”, defendendo que “é fundamental continuar a monitorizar de perto os bens essenciais, assegurando que o mercado funciona com equilíbrio e concorrência”.
José Manuel Rodrigues destacou ainda que “o CabazRAM tem vindo a afirmar‑se como um instrumento essencial de informação ao consumidor e de suporte à decisão pública, permitindo identificar tendências e agir sempre que necessário”, reiterando que “a prioridade do Governo Regional é proteger o poder de compra e garantir transparência na formação de preços”.