O Secretário Regional da Economia, José Manuel Rodrigues, em representação do Presidente do Governo Regional, participou, este sábado, na procissão marítima em honra de Nossa Senhora da Piedade, uma das celebrações mais emblemáticas e profundamente enraizadas na identidade desta comunidade piscatória.
A cerimónia reuniu embarcações engalanadas, famílias vindas de vários pontos da ilha e muitos habitantes do Caniçal, num ambiente marcado pela fé, pela tradição e pelo forte vínculo desta população ao mar. Mais do que um momento de celebração religiosa, a iniciativa voltou a afirmar a centralidade destas manifestações na preservação da memória coletiva e na valorização dos laços comunitários.
“Estar presente nestes momentos é, acima de tudo, reconhecer a importância das comunidades e da sua relação com as tradições que as definem. É aqui, junto das pessoas, que se sente a força viva de uma terra e que se compreende melhor o valor da proximidade, do compromisso e da responsabilidade pública. Ao mesmo tempo, o que aqui se vive recorda-nos da importância da economia azul como eixo estratégico para o futuro da Região e do papel da pesca, não apenas enquanto atividade económica com profunda relevância histórica e social, mas também como um dos elementos mais marcantes da nossa identidade regional, com expressão na nossa autenticidade e no nosso atrativo turístico. Estas celebrações, além de uma expressão de fé; são também um testemunho da identidade, da união e da continuidade de um povo”, afirmou José Manuel Rodrigues.
A procissão marítima de Nossa Senhora da Piedade reafirmou, assim, uma identidade que a Madeira deve não só preservar, mas também saber projetar no futuro. A ligação ao mar, profundamente inscrita na história e na vida das suas comunidades, é um ativo económico, cultural e territorial que importa valorizar. Para o Governo Regional, essa visão passa por assegurar que a economia azul não seja apenas uma oportunidade de crescimento e se consubstancie numa política de desenvolvimento capaz de criar valor sem desligar a Região das suas raízes, das suas comunidades e da sua relação secular com o oceano.