Miguel Albuquerque disse hoje que o objetivo do seu Governo é fazer com que a Madeira continue na vanguarda da tecnologia em Portugal. E, nesse sentido, elogiou a MEO por continuar a realizar a Meo Connect Madeira.
Este ano, sob o mote ‘Inteligência, Dados e Resiliência para um Futuro mais conectado’, a iniciativa reúne um conjunto de oradores de empresas nacionais e internacionais, especializados nas áreas sobre as quais partilharão visão o futuro e a aplicação na produtividade e competitividade das empresas.
À administradora Ana Figueiredo e aos quadros da MEO presentes na mostra tecnológica que abriu hoje, no Savoy Palace, e que faz parte da MEO Connect Madeira, que terá amanhã o seu dia forte, o presidente do Governo Regional salientou que é propósito do seu Governo acompanhar aquela empresa e apoiar a mesma no desenvolvimento de novos sistemas tecnológicos. «Nós não queremos só receber, nós também queremos colaborar», salientou.
A propósito recordou que a Madeira já tem quatrocentas e tal empresas tecnológicas de ponta instaladas. «Já faturam mais de 980 milhões de euros. A empresa mais avançada no campo da robótica está aqui sediada e está em desenvolvimento», relevou.
Neste sentido, destacou que a Região tem «pessoas capazes, capital humano, mas tem, sobretudo, pessoas altamente preparadas, motivadas para trabalhar e ultrapassar os obstáculos».
Uma razão que faz com que, em nome do Governo, agradecesse, a presença da MEO na Madeira. E acrescentou: «É muito importante termos esta amostragem daquilo que é a MEO e do que a MEO significa. Não é só vender telemóveis, lançar cabos. Nada disso. A MEO é, hoje, uma das plataformas fundamentais do desenvolvimento tecnológico em Portugal».
O líder madeirense assumiu ainda que a Madeira tem dois grandes desafios pela frente: ter autonomia estratégica do ponto de vista da cloud e do ponto de vista das conexões digitais.
A propósito, lembrou o investimento de 18 milhões de euros no cabo Ellalink, defendeu que hoje em dia as conexões digitais por cabo são quase tão importantes como os aeroportos e os portos e lembrou a importância da salvaguarda desses cabos digitais.
Recordou ainda o investimento no DATA Center, que vai permitir uma maior autonomia ao nível da cloud. E salientou que a Madeira quer mais investimentos nesta área. «Não sei o que o País quer mas sei o que eu quero: continuar a colocar a Madeira na vanguarda da tecnologia em Portugal», resumiu.
Na sua intervenção, fez também questão de, na pessoa da Ana Figueiredo, cumprimentar todos os técnicos e todos os profissionais da Meo na Madeira. E agradecer-lhes o trabalho em prol do desenvolvimento da nossa terra.
«Queria igualmente reafirmar que a política do meu Governo é muito clara e muito cristalina: nós apostamos essencialmente naquilo que é determinante para o nosso futuro. E o que é determinante para o futuro de todos nós é termos crescimento económico», disse também.
Lembrando que não é o Governo que faz o crescimento económico, mas sim os agentes económicos, os cidadãos, as empresas, os empreendedores e os investidores, Miguel Albuquerque diz que esta é uma aposta que quer manter, até porque tem dado resultado.
Porque, adiantou, «a Madeira está a crescer há 64 meses, um crescimento acima da média nacional». «E, com as projeções do PIB para 2026, vamos ter um PIB de 8462 milhões de euros. Isso significa que nos últimos quatro anos o nosso PIB subiu 35%. 500 milhões de euros por ano», relevou.
Um crescimento que, reitera, é fruto dos agentes económicos e da confiança estabelecida no mercado. «O que as pessoas sabem é que o meu Governo apoia as empresas, reduziu a fiscalidade, ou seja devolveu dinheiro aos cidadãos, às famílias e às empresas. Através de uma baixa que se mantém em 30% no IRC (para o ano, o IRC na Região será de 12,6% e se isto continuar nesta onda nacional de redução vamos atingir os 10%, inferior à taxa da Irlanda)), da maioria das nossas Câmaras não aplicar a derrama e de termos feito uma coisa ótima, que foi reduzir, nos nove escalões, em 30% o IRS. O que significa que no final do ano os nossos trabalhadores recebem quase mais um salário», destacou.
Para além do crescimento económico, outro grande objetivo «é a empregabilidade». «E a taxa de empregabilidade na Madeira é, historicamente, a mais alta de sempre! E temos um desemprego em mínimos históricos», lembrou.
E prosseguiu com outros índices: «Nós temos uma dívida em relação ao PIB numa percentagem inferior à da zona euro: no segundo trimestre de 2026, a nossa dívida estava em 56% em relação ao PIB. Muito inferior à nacional de 94% e inferior à da zona euro, que é de 84%».
Segundo Miguel Albuquerque, «a grande mudança que está a ocorrer na Madeira tem a ver com a Educação, que é algo que merece toda a nossa atenção». «É uma Educação que é suportada num conjunto de agentes, de professores e escolas motivadas. Fomos a primeira região do País, muito antes de a nível nacional, que fizemos um acordo com os professores para recuperação do tempo de serviços (nove anos, quatro meses e dois dias)», recordou.
O líder madeirense lembrou também os resultados dos alunos madeirenses ao nível das novas tecnologias, que os colocam no tpo nacional, e recordou as salas do futuro e a aposta nas aulas de robótica e de IA.
Por outro lado, assumiu que «esta economia desmaterializada é o melhor que pode acontecer a uma região ultraperiférica e atlântica, desde que essa região tenha uma população educada e motivada para desenvolver essas novas tecnologias e as integrar no tecido económico».
«Esta conexão entre universidade, escolas, tecido económico é fundamental. As economias deixam de estar condicionadas pelo distanciamento geográfico, pelo ónus dos encargos do transporte de pessoas e bens», enfatizou.
O que faz com que considere que «este é o momento ideal para se estar, como estamos na Madeira, na vanguarda do desenvolvimento tecnológico». «Todos os países, todas as regiões sque estiveram na vanguarda do desenvolvimento tecnológico foram aquelas que tiveram sucesso. Basta olhar para a história», concluiu.