O presidente do Governo Regional, que intervinha na abertura do debate relativo à Moção de Censura, que decorre nesta manhã no parlamento madeirense, lamentou que, desta forma, «os interesses essenciais do Madeirenses e Porto Santenses sejam relegados para plano secundário».
O que prevalece, acusou, «são as ambições desmedidas de certos protagonistas derrotados repetidamente nas urnas,
que pretendem, através de todos os expedientes, alcançar o poder a todo o custo na Região».
«Esta esquerda ressentida, conta com a ajuda do CHEGA local, comandado a partir de Lisboa. Uma suposta direita – o CHEGA – que se transformou muna servil bengala da esquerda», acusou.
Com efeito, adiantou, «os sermões do senhor Ventura não escondem uma evidencia: na prática o CHEGA, na Madeira e no Continente, é hoje o maior aliado dos socialistas e das esquerdas».
Isto porque, explicou, «o CHEGA promove a instabilidade para a esquerda singrar, o CHEGA abre a porta aos desmandos do socialismo, até o socialismo se instalar». «É assim na Assembleia da República. É assim na Assembleia Legislativa Regional», constatou.
O governante considerou ainda que «toda esta cena patética, promovida pelo CHEGA, visa decapitar um Governo e uma liderança ratificada, primeiro pelos militantes do PSD/M e , depois, pelos eleitores madeirenses».
«Devem estar a brincar connosco! É o que mais faltava! A verdade é que ninguém percebe esta aliança tática entre o CHEGA e as esquerdas, mas as consequências são graves e todos podemos pagar muito caro as estratégias irresponsáveis e arrogantes do senhor Ventura», acrescentou
Por outro lado, lembrou que nem ele nem nenhum dos seus colegas de Governo está acusado ou condenado por qualquer crime.
«Quer eu, quer os meus colegas estamos conscientes que não praticamos qualquer ilícito e estamos na plena posse dos nossos direitos civis e políticos. Quer eu, quer os meus colegas estamos disponíveis para esclarecer o que tiver de ser esclarecido em foro judicial. Quer eu, quer os meus colegas não nos intimidamos com as calunias e suspeições abjetas lançadas sobre nós para a obtenção de fins meramente políticos», enalteceu.
Contudo, o governante afirmou saber que «o justicialismo populista, através de denuncias anónimas está na moda, ampliadas pelas alarvidades debitadas nas redes sociais,
uma forma de destruir reputações, aniquilar adversários políticos, pulverizar governos e instituições, tendo em vista a tomada do poder».
«Esta é uma nova forma de fazer “politica” dizem eles – não através dos argumentos sólidos e consistentes da dialética democrática, mas através dos ferretes da mentira, da distorção dos factos e do uso indevido das instituições judiciarias», acusou.
Desta forma, avisou: «Connosco isso não pega, pois sabemos que a denuncia anónima e a suspeição infundada são hoje instrumentos políticos utilizados pelos populistas para viciarem o jogo político democrático».
Para Miguel Albuquerque, «este parlamento não pode ser convertido numa instância judiciária ou de investigação judiciária a pretexto dos caprichos políticos de A ou B». «Eu e os meus colegas recusamos ser julgados por um Tribunal Político, como no tempo da ditadura», disse ainda.
Mas, segundo o líder madeirense, «a banalização das acusações graves aos poderes democráticos por parte dos populistas vem nos livros». «É recorrente na História.
Ontem foi a corrupção generalizada. Hoje a traição á pátria. Amanhã a insegurança por culpa dos ciganos, dos judeus ou dos emigrantes. Passo a passo os ideólogos desta cacofonia vão afastando a razão. Vão alastrando a terra queimada à espera do dia em que a salvação entregue o poder aos incendiários, ou ao seu caudilho», adiantou.
Miguel Albuquerque recordou ainda que «nada de substancial se alterou na conjuntura política desde Maio deste ano, data das eleições regionais».
«A não viabilização do Orçamento para 2025 e agora a possibilidade de destituição parlamentar deste governo legitimo em exercício de funções, vai prejudicar de forma grave a população da Região Autónoma», acentuou.
Mas, garante, que da parte do seu Executivo madeirense as responsabilidades serão cumpridas até ao fim.
E ainda que «não há qualquer receio de ouvir de novo a voz do Povo».
«Quem por capricho ou por leviandade política anda a brincar com o presente e o futuro dos Madeirenses em breve vai perceber que “há brincadeiras” que não são
admissíveis nem toleráveis pelos nossos concidadãos», concluiu.