De acordo com o secretário regional, o Governo Regional continuará, por isso, a investir em programas de formação e educação que visem capacitar as mulheres com as competências necessárias para prosperar no setor das TIC e a trabalhar em parceria com empresas e organizações, por forma a criar oportunidades de emprego e desenvolvimento profissional para as mulheres na área tecnológica.
“Como é sabido, temos, na Região, uma população ativa que é, maioritariamente, feminina e, por isso, o tema da representatividade, ou neste caso, da subrepresentatividade neste setor, estou certo, será algo rapidamente colmatado, até porque tem havido um esforço grande a nível da formação, da capacitação e do aumento de carreiras profissionais nesta área”, afirmou o governante, realçando, ainda, que o Executivo tem a clara noção de que a presença feminina traz diversidade e características diferentes que enriquecem as organizações e, desse ponto de vista, “é sempre uma aposta ganha”.
O secretário regional salientou, ainda, que para além do tema da inclusão feminina, a conferência organizada pela Direção Regional de Informática, resulta num importante desígnio político e social, que tem também como objetivo, impulsionar um modelo de desenvolvimento assente no conhecimento, na ciência e na inovação.
Neste âmbito, Duarte Freitas lembrou tudo o que tem sido feito ao longo dos últimos anos para aproveitar aquilo que são as oportunidades da transformação digital.
Como afirmou, para uma região sujeita à descontinuidade territorial e ultraperiférica como a Madeira, a aposta na transição digital – que elimina a restrição física da distância dos grandes centros de decisão, de capital e de consumo –, constitui um instrumento essencial para a estratégia de desenvolvimento.
“Nós temos condições para, em muitas áreas, nos constituirmos como um laboratório para testar soluções que possam ser escaladas. Somos suficientemente pequenos para isso, mas, ao mesmo tempo, suficientemente grandes. Somos uma réplica de um pequeno Estado e temos diversidade social, populacional, de negócio. Por essa via, temos condições para nos constituirmos como um bom território de teste em muitas situações”, reforçou o responsável pelas finanças públicas regionais, salientando que este é o fim último para a promoção de uma Região mais atrativa a potenciais novos investidores, visando uma maior competitividade, garantindo o reforço do tecido empresarial regional e a introdução de uma maior dinâmica na economia.