Duarte Freitas, que destacou, ainda, o facto de a Madeira passar a integrar a rede nacional de Centros de Competência em Cibersegurança, adiantou que este novo serviço será “uma primeira linha de apoio a todas as organizações públicas ou privadas, da administração regional, da administração local, em especial pequenas e médias empresas, para poderem receber aqui uma orientação sobre o que fazer em termos de aumentarem a sua maturidade e a sua segurança no acesso a informação e em acautelar riscos ao nível do espaço cibernético”.
Na prática, o CCC-Madeira é uma “unidade de sensibilização, mas muito também de uma primeira linha no apoio, de orientação, de ajudar mesmo termos de processos de certificação. É essa curva de aprendizagem e de reforço de consciência que queremos ajudar que exista na Região”.
A dinâmica deste centro, acrescentou ainda o governante, “é termos aqui duas pessoas que estão capacitadas, quer com um ‘background’ de informática, quer com contexto jurídico, de poder pôr esses conhecimentos ao serviço de quem nos procura, precisamente, para quem nos procura possa ter um aumento da sua maturidade e da sua consciência e sustentação nestas matérias”.
Por outro lado, sublinhou ainda Duarte Freitas, “este centro é também um bom exemplo de confluência de entidades que aportam diferentes recursos, tendo como parceiros a ACIF-CCIM, Startup Madeira, ARDITTI, a Universidade da Madeira, e com isso conjugamos a excelência técnica com um esforço de proximidade e de eficácia”.
Este centro, conforme referiu o secretário regional das Finanças, “beneficia também da coordenação do Centro Nacional de Cibersegurança, integrando uma rede nacional de Centros de Competências em Cibersegurança e, portanto, temos esse lastro, estamos estribados nessa organização nacional que nos dá esse conforto adicional”.
“Felizmente – prosseguiu Duarte Freitas – o tema de ontem, que inicialmente se estava a focar como tendo origem em algum tipo de ataque de cibersegurança não se verificou, mas a integração da Madeira numa rede desta natureza – estou convicto – que nos torna ainda mais resilientes e com capacidades reforçadas para poder reagir a fenómenos adversos”.
Sobre o investimento, Duarte Freitas afirmou que o CCC-Madeira representa uma verba na ordem dos 380 mil euros, cobrindo os custos de instalações, equipamentos e equipa, num horizonte até ao próximo ano, o qual está alinhado com o calendário do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR).