O Secretário Regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, marcou presença, esta terça-feira, na apresentação do catálogo “Patrícia Sumares - Workfolio 1994-2024” que decorreu no MUDAS.Museu de Arte Contemporânea da Madeira, espaço tutelado pela Secretaria Regional de Turismo, Ambiente e Cultura, através da Direção Regional da Cultura (DRC)
Editado pela DRC, este Workfolio revela o consistente – e reconhecido – percurso de 30 anos de criação e trabalho artístico de Patrícia Sumares e da sua obra, que diverge entre inquietantes instalações, esculturas que exortam e expressivas intervenções no domínio da fruição pública da arte.
Na ocasião, Eduardo Jesus enalteceu o trabalho realizado por Patrícia Sumares ao longo dos últimos 30 anos, afirmando que o Workfolio agora apresentando é “também o repositório de fortíssimas mensagens que só a criação artística nos pode permitir”. O governante referiu olhar “para a intervenção artística como uma das poucas expressões livres que numa ditadura foi possível ter”. Atualmente, quando já se passaram 50 anos desde o fim da ditadura, “intervenção artística é uma intervenção de valor. Nós temos que saber viver com a crítica. Temos que saber viver com a diferença e temos que agradecer a intervenção de quem se preocupa com o bem comum e esse bem comum também é participado pela criação artística e, por isso, eu queria, acima de tudo, agradecer à Patrícia, elogiar publicamente e reconhecer o seu forte contributo neste aspeto”.
Deixando a mensagem de que acredita que este será o primeiro workfolio da artista, já que “há muito mais tempo pela frente, muito mais realização artística, muito mais intervenção social”, o Secretário Regional agradeceu tudo aquilo que Patrícia Sumares tem realizado.
Eduardo Jesus enalteceu também o bom relacionamento que tem havido com a Câmara Municipal da Calheta e salientou o trabalho de Márcia Sousa, diretora do MUDAS.Museu, no contributo que este espaço tem dado para a criação de uma nova centralidade cultural na Madeira. “A Calheta não é um exercício de descentralização. A Calheta é, hoje, uma centralidade cultural”, sublinhou.
Patrícia Sumares falou sobre o seu percurso artístico, sobre as exposições individuais e coletivas realizadas ao longo destes 30 anos, assim como as instalações e projetos de arte pública e afirmou que o catálogo apresentado é um sonho concretizado, “um documento que ficará para a história e que representa a minha caminhada nas artes visuais”.
Já Carlos Teles, presidente da Câmara da Calheta, enalteceu o percurso da artista nascida no Jardim do Mar e referiu que, os artistas do concelho, através do seu trabalho, enobrecem e valorizam a cultura da Região Autónoma da Madeira, “e a Patricia é, sem dúvida, uma dessas figuras”.
O autarca aproveitou a presença do Secretário Regional de Turismo, Ambiente e Cultura para enaltecer a proximidade e colaboração constante que tem havido com o Governo Regional. “Este caminho que nós fizemos até aqui, não o fizemos de forma isolada. Fizemos com muita gente e também com aqueles que têm responsabilidades políticas. Por isso, acredito que estamos no bom caminho e assim continuaremos”, finalizou