«É uma empresa fundada em Santo António, desenvolvida na Madeira e estão aqui a trabalhar e a criar valor acrescentado para a nossa Economia», destacou, a propósito.
Miguel Albuquerque diz que aquela empresa é o que se pretende para a nossa Economia, sublinhando que «estando sediada na Região, consegue desenvolver através da atividade técnica, ou seja através do software que desenvolve, um conjunto de serviços de valor acrescentado que uma Economia aberta pode prestar e
como eles estão a prestar na totalidade do País e também a nível internacional».
«Tem desenvolvido um conjunto de software para vários países, como a Croácia, a África do Sul ou os Estados Unidos. E são serviços que, do ponto de vista do desenvolvimento da Madeira, não tem o ónus que uma transação física ou uma economia industrial típica acarreta para uma ilha ultraperiférica», salientou.
Ou seja, que permite à Madeira e à sua Economia serem competitivas num quadro de economia global através de empresas tecnológicas.
Segundo Miguel Albuquerque, «esta é uma grande oportunidade histórica para a Madeira».
«E o que está a acontecer com as empresas tecnológicas é que um grande número delas desenvolve um conjunto de serviços de contexto internacional, sem terem aquele que era o nosso grande ónus histórico, que era o grande distanciamento dos grandes centros, a circunstância de não termos uma economia de escala, o custo do transporte. Isso aqui não acontece», complementou.
O governante destacou ainda o facto de, pelo sétimo ano consecutivo, termos um superavit na balança comercial, ou seja a Madeira em termos de exportações/importações exporta mais do que importa, em valor.
Sublinhando que os números de ontem apontados para o saldo comercial da Madeira serem muito bons (85,1 milhões de euros em 2024), o maior valor de sempre, o presidente do Governo Regional recordou que, desde 2017, mesmo durante o COVID, a Região teve sempre um saldo da balança comercial positivo, em termos de exportação de serviços e valor acrescentado.
«Isto é muito importante, porque revela a dinâmica da nossa Economia. São resultados que representam o esforço e o trabalho dos nossos agentes económicos, das nossas empresas e dos nossos trabalhadores», salientou.
Desta forma, está convicto de que se, a Região conseguir o PIB perspetivado para 2025, que é superior a 7.500 milhões de euros,
e se continuar com este crescimento económico, o saldo da balança comercial será novamente positivo neste ano.
A BigSystems – Sistemas de Automação e Controlo, S.A, criada na RAM, iniciou a sua atividade em 2001. Hoje tem a sua sede em Câmara de Lobos.
Os acionistas são João Mendonça (60,56%), Agustín Rodrigues (35,01%), Fátima Mendonça (0,68%), Vânia Freitas (0,45%) e a BIGRELAX (3,30%).
No total, tem 24 colaboradores.
Trata-se de uma empresa especialista em diversas áreas dos sistemas de automação e do desenvolvimento de software.