Os pescadores e armadores da Madeira vão poder pescar mais Atum Patudo este ano. Uma decisão que acontece, por iniciativa do Governo Regional da Madeira e dos Açores, junto da Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM). Este aumento resulta da reivindicação da quota que não foi aproveitada por Portugal Continental, e reflete “o compromisso, a capacidade negocial e a preocupação que, desde a primeira hora, temos tido para com os profissionais da pesca e com as suas legitimas reivindicações”, assegura Nuno Maciel, secretário regional de Agricultura e Pescas.
Atualmente, da quota atribuída a Portugal (2.943 toneladas), 85% é das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores (2.502 toneladas), sendo os remanescentes 15%, destinados ao restante território nacional.
Assim, e tendo em conta que a quota do restante território nacional não foi alcançado, as Regiões Autónomas vão poder ficar com esse sobrante, que ronda as 425 toneladas. A este valor, ainda acrescem mais 375 toneladas, ainda não pescadas, correspondentes aos 15% (ainda não capturados), dos 85% da quota nacional a que as ilhas têm direito.
“Assim sendo, estamos a falar de 800 toneladas que ainda podem ser capturadas pelas Regiões Autónomas”, adianta o secretário regional de Agricultura e Pescas. Para Nuno Maciel. Com esta decisão, “os profissionais do sector vão conseguir obter ainda mais rendimento”, num ano em que o valor de tunídeos descarregado em Lota já ultrapassou, a nível de valor, o registado no ano passado, ou seja, cerca de 3,6 milhões, quando, em 2024, esse montante fixou-se pelos 3,4 milhões de euros.
“Isto significa, que estender a captura do atum num maior espaço temporal, garantimos mais tempo de safra e maior rendimento para o pescador e armador, assumindo que o consumidor final, também fica a ganhar, porque terá atum fresco por mais tempo”, assume Nuno Maciel.
Esta decisão surge em boa hora e reflete o compromisso do governo regional com a defesa do setor e dos seus profissionais.