Miguel Albuquerque foi hoje à Calheta anunciar que até final do ano será lançado o concurso para a concessão/exploração da área hoteleira, residencial e comercial do campo de golfe da Ponta do Pargo. Uma infraestrutura que, destacou, é muito mais do que um campo de golfe: é um polo fundamental para o desenvolvimento de toda aquela zona oeste e da própria Madeira. E que implicará uma rede viária melhorada de acesso a toda aquela zona.
O líder madeirense falava durante a sessão solene do Dia da Calheta, cujas comemorações decorreram no porto de recreio da vila. E fez questão de começar a sua intervenção por agradecer, «em nome da Madeira e do Governo», ao presidente da Câmara da Calheta, Carlos Teles, que termina agora o último dos seus três mandatos possíveis.
«Queria expressar, do fundo do meu coração, o agradecimento ao Carlos Teles, pelo seu trabalho, pela sua dedicação, pelo seu empenho e pela sua capacidade de trabalhar com os outros e de tomar decisões. Muito obrigado, Carlos, pelo trabalho que fizeste e vais continuar a fazer», disse.
Elogios que também estendeu ao antigo edil da Calheta e agora presidente da Assembleia Municipal, Manuel Baeta: «É um gosto estar aqui com dois grandes políticos nesta mesa. O nosso amigo Manuel Baeta e o Carlos Teles pertencem a uma geração de políticos que está em vias de extinção: são aqueles políticos que tomam decisões, que não têm a obsessão de serem amados por todos, que nos momentos difíceis estão na primeira linha».
«Este tipo de políticos, hoje, está em vias de extinção, porque no mundo mediático e das redes sociais em que vivemos é mais confortável é não tomar decisão nenhuma. Mas, se não tivéssemos tomado decisão nenhuma a Calheta estava como há 50 anos atrás», lembrou.
Miguel Albuquerque fez questão ainda de pedir uma «forte salva de palmas” para o anterior presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, hoje homenageado pelo concelho. «Dr. Alberto João Jardim, parabéns por esta justa homenagem. É mais do que merecida», defendeu.
Por outro lado, afirmou que «o intenso trânsito para a Calheta é um bom problema; se não houvesse trânsito era sinal de que a nossa Economia estava estagnada e que ninguém vinha à Calheta».
«Nós vamos celebrar os 50 anos da Autonomia Política – o João Cunha e Silva está a liderar a comissão – e para quem tem dúvidas ou quem não percebe a importância de termos conquistado a Autonomia ao fim de quinhentos anos de secundarização e de relegação para plano colonial, comece por ver imagens da Calheta de 1973/1974 e depois dê uma volta pelo concelho. E começará a perceber a importância de os madeirenses terem conquistado o direito democrático de decidirem o seu futuro. Foi graças a esse direito, natural e constitucionalmente consagrado, que a Calheta tem a transformação económica, social e estrutural que hoje vive», explicou.
Um preâmbulo para deixar bem claro: «A Autonomia é uma conquista, não é uma dádiva. E essa conquista exige coragem, exige defesa constante, exige defesa permanente dos direitos constitucionais do nosso povo».
Neste sentido, lembrou que «a Calheta tem hoje a decorrer uma obra que será determinante», acrescentando que os seus Governos «trabalham com visão estratégica, não andam aqui a dar esmolas».
«Uma das obras em curso mais importantes da Madeira, a par do Hospital Central e Universitário da Madeira, da Unidade de Saúde do Porto Santo e das novas habitações que vamos construir, é, sem dúvida, o novo Campo de Golfe da Ponta do Pargo», acrescentou.
Um investimento que, destacou, «não é apenas um campo de golfe, é a criação de um polo altamente qualificado, de primeira linha para o desenvolvimento de uma grande centralidade na zona oeste da nossa ilha e que será um polo fundamental para o desenvolvimento da Madeira». «Não é só para a Calheta, é para a Madeira», reforçou!
Neste sentido, lembrou que será ali feita uma grande intervenção numa área de mais de 100 hectares. E anunciou que o campo de golfe será concluído no fim do próximo ano. «Foi desenhado por um dos grandes campeões do golfe, o Nick Faldo, e toda a gente que percebe da modalidade diz-me que será um dos campos mais bonitos da Europa», enalteceu.
Nesses 100 hectares, acrescentou, «serão usados 83 hectares para o campo de golfe, uma área para a hotelaria (serão dois hotéis, de excelente qualidade, premium) e uma área para habitação (para moradias)».
Portanto, asseverou, «o efeito multiplicador desta infraestrutura será decisivo para o desenvolvimento da zona oeste da Madeira».
Para depois anunciar: «té ao fim do ano vou lançar o concurso para a concessão, exploração e alienação das áreas imobiliária e hoteleira e de exploração do golfe».
O que, avisou, vai fazer com que vá haver mais trânsito para este lado. «E o que vamos fazer? Vamos iniciar a revisão da concessão dos contratos de concessão da via rápida e da via expresso para podermos fazer as infraestruturas fundamentais para podermos ter melhores acessibilidades à Calheta», anunciou também.
«Podem ter a certeza de que vamos em frente. E de que esta infraestrutura fundamental para o desenvolvimento da zona oeste e da Calheta irá ser complementada com uma nova rede viária, que será estudada, de modo a melhorar as acessibilidades ao concelho», garantiu.