As contas relativas ao ano de 2023 revelaram um desempenho económico sólido da Região Autónoma da Madeira, apesar dos impactos herdados da pandemia, das guerras na Ucrânia e no Médio Oriente e da volatilidade nos mercados energéticos.
O secretário regional das Finanças, Duarte Freitas, apresentou esta manhã o documento na Assembleia Legislativa da Madeira, onde destacou que, no ano em análise, o PIB regional cresceu 4,5% em termos reais, atingindo quase 7 mil milhões de euros, com a taxa de desemprego a baixar para 6% e o emprego a alcançar um recorde.
De acordo com o responsável pela finanças regionais, nesse ano, o turismo bateu recordes com mais de 10,9 milhões de dormidas, enquanto o setor tecnológico ultrapassou os 600 milhões de euros em volume de negócios.
Simultaneamente, a dívida pública da Região diminuiu, com o rácio dívida/PIB a situar-se em 71,6%, abaixo da média nacional e dos valores da União Europeia.
Na ocasião, o governante destacou, igualmente, o Parecer do Tribunal de Contas, que emitiu um juízo de conformidade global favorável às contas de 2023, reconhecendo a credibilidade da gestão regional e reduzindo o número de recomendações feitas ao Governo Regional.
Aos deputados, Duarte Freitas explicou que apesar do crescimento da receita, a despesa pública cresceu apenas 4,4%, permitindo reforçar investimentos estruturantes, como o Hospital Central e Universitário da Madeira, cujo financiamento próprio totalizou cerca de 25,5 milhões de euros.
A execução do Plano de Recuperação e Resiliência também avançou, com um montante acumulado de 41,7 milhões de euros.
O saldo global efetivo das contas públicas registou um excedente de 42,3 milhões de euros, enquanto o saldo primário, excluindo juros da dívida, atingiu 176,6 milhões, indicando uma forte consolidação orçamental.
Resultados que o Governo Regional considerou como um ponto de partida para consolidar a Madeira como exemplo nacional de boa governação, sustentado em estabilidade política, rigor orçamental, transparência e visão de futuro.
O secretário das Finanças reafirmou, ainda, o compromisso do Executivo em continuar a apoiar famílias e empresas, garantir a eficiência na aplicação dos recursos públicos e promover um desenvolvimento económico sustentável.