O presidente do Governo Regional falava no Estádio dos Barreiros, local onde vai decorrer até 13 de julho a Expo Madeira – um evento promovido pela ACIF. Onde salientou que foi devido a todo o trabalho desenvolvido pelos agentes económicos da Região que «na Madeira, devido há confiança, há estabilidade e há dinâmica económica, com números nunca alcançados».
O governante fez questão de recordar alguns desses números, como os 48 meses de crescimento económico consecutivo, acima da média nacional, num contexto de quase paragem da economia mundial. Ou ainda a situação de pleno emprego em que a Região se encontra ou também uma dívida pública abaixo dos 70% do PIB da Madeira. «Um rácio inferior à média da dívida europeia e muito inferior à média da dívida nacional, em função do rácio PIB», relevou.
Ou seja, números que significam que «a Economia da Madeira nunca esteve tão bem».
A juntar àqueles números adiantou números bem recentes, trazidos por José Manuel Rodrigues, secretário da Economia. Como os das exportações que subiram 10% e um saldo comercial positivo que ascende a 86 milhões de euros.
«Tudo se conjuga para que continuemos com este crescimento. Mas, para que possamos continuar com este crescimento é necessário conjugar uma série de variáveis: em primeiro lugar é preciso haver estabilidade política e programas de governo para serem executados durante quatro anos».
E complementou: «Em segundo lugar é preciso assentar as linhas gerais da política que está a ser seguida: diminuição das cargas fiscais, apoio às empresas, apoio aos agentes económicos. E, em terceiro lugar, os apoios na área social têm de ser reforçados, nomeadamente na Saúde, no social e na educação».
Uma Educação que, elogiou, «é o principal fator de estabilidade social na Madeira». «Não há discriminação entre ensino público e privado. Temos um Ensino de qualidade. E os alunos da Madeira são, neste momento, os mais bem preparados do País, graças aos investimentos que foram feitos e como provam, por exemplo, os testes PISA 2022», disse ainda.
«Esta realidade é, sobretudo, fruto do trabalho do povo madeirense e do povo porto-santense e deve-se também, em muito, à inteligência, à confiança e ao sentido de risco dos nossos empresários», relevou.
Depois, respondendo a um pedido de António Jardim Fernandes, o presidente da ACIF, que defendeu a existência de um espaço próprio para feiras, foi claro em afirmar a disponibilidade do Governo Regional para, no quadro dos investimentos que estão a ser feitos, nomeadamente em infraestruturas desportivas, promover a adaptações nos projetos que permitem que essas estruturas possam também funcionar como espaços-feira.
«Um espaço-feiras teria de ser um investimento que tivesse uma utilização durante o ano. Não vamos fazer investimentos de milhões para um espaço que funcionaria só uma ou duas vezes por ano», clarificou.
Neste sentido, disse que «a melhor forma é, nestes pavilhões que vamos construir, um deles é o do Caniço, permitir que o projeto abra a possibilidade da estrutura vir também a ser um espaço expositivo e comportar as feiras».
«Essa seria uma ideia, em vez de optarmos por uma infraestrutura que seria um espaço morto durante muitos meses. E nós não temos dinheiro para isso», reforçou, a conclur.