As obras de beneficiação da Adega de São Vicente, bem como a aquisição de novos equipamentos, deverão arrancar já este ano. Trata-se de um investimento orçado em cerca de 1 milhão de euros que vem dotar esta infraestrutura de melhores condições.
Para já a prioridade recai na aquisição da linha de engarrafamento, de depósitos de vinificação e a substituição da cobertura do edifício, sendo que atualmente está já em fase de execução a manutenção corretiva de equipamentos de apoio à vindima, no valor de 29 mil euros.
O secretário regional de Agricultura e Pescas, Nuno Maciel, visitou esta importante infraestrutura para o sector vitícola regional onde pode constatar todo o trabalho que é ali realizado.
“A Adega de São Vicente desempenha um papel fundamental de apoio ao sector. Este investimento vai trazer mais dignidade a este espaço e melhores condições aos seus utilizadores”, referiu o governante.
Nos últimos 10 anos a adega laborou uma média anual de 122 toneladas (55% uvas brancas e 45% de uvas tintas) para vinhos brancos, tintos, rosés, blanc de noir e mais recentemente, também, base de espumante. Os utentes da adega, que normalmente rondam os 8 a 10 produtores, colocam no mercado mais de 20 referências vinificadas na Adega de São Vicente.
A Adega de São Vicente (ASV) é uma infraestrutura pública prestadora de serviços de vinificação, que se encontra na tutela do Instituto do Vinho, Bordado e Artesanato da Madeira, IP-RAM. Teve a sua primeira vindima em 1999 e foi um importante contributo do Governo Regional para desenvolvimento dos vinhos tranquilos produzidos na Região Demarcada da Madeira e para o estabelecimento da Denominação de Origem (DO) “Madeirense” e da Indicação Geográfica (IG) “Terras Madeirenses.
De referir que até 2019, os vinhos produzidos neste espaço representavam mais de 50% da produção deste tipo de vinhos, no entanto, atualmente representa cerca de 40% dos vinhos tranquilos com DO ou IG, não porque tenha existido uma quebra anual da produção e na utilização deste espaço, mas pelo crescimento deste sector, através da entrada, neste tipo de vinho, dos produtores de Vinho Madeira.
Em 2015, os vinhos com DO “Madeirense” e IG “Terras Madeirenses” representavam cerca de 4% das uvas transformadas, mas na vindima de 2024 este valor representou cerca de 8,5% da vindima. Ainda relativamente ao ano passado, o valor da comercialização destes vinhos foi no montante de 1,36 milhões de euros, para um volume de 144 mil litros.
Recorde-se que a reabilitação da Adega de São Vicente está esplanada no Plano e Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Região Autónoma da Madeira (PIDDAR) para 2025.