O presidente do Governo Regional falava perante o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Paulo Simões Ribeiro, durante a cerimónia solene do 147º aniversário do Comando Regional da PSP, que decorreu hoje, nas instalações do Centro Cultural e de Investigação do Funchal
Na sua intervenção, Miguel Albuquerque criticou os sucessivos atrasos na construção de novas esquadras, ao longo dos últimos anos, frisando mais parecerem uma “obra de Santa Engrácia”, sublinhando que o assunto será rapidamente resolvido se a Região for
incumbida dessa mesma construção, com o financiamento a ser assegurado por Lisboa como até aqui.
«Faça com o Governo Regional contratos administrativos que pode ter a certeza de que as esquadras ficam resolvidas. Nós estamos aqui para fazer obra», exortou, dirigindo-se ao secretário de Estado. Em quatro anos as novas esquadras, garantiu, estarão prontas.
O governante aproveitou ainda para defendeu ainda uma mais rápida transferência dos agentes madeirenses que estão no Continente para a Região, indo assim ao encontro dos anseios daqueles agentes e das suas famílias.
O líder madeirense quer ainda que o Estado português assuma o subsídio de insularidade para o efetivo policial da Madeira e do Porto Santo.
No seu discurso, houve ainda tempo para recordar o papel fundamental da PSP na Região, dando como exemplo o 20 de fevereiro de 2010, tendo aproveitado para enaltecer o papel do hoje superintendente-chefe Jorge Cabrita e que então liderava a PSP na Região.
Miguel Albuquerque enfatizou que por cá a Polícia é respeitada e a sua autoridade nunca foi colocada em causa: «Na Madeira, a PSP é uma polícia que é estimada pela população, que é respeitada por toda a gente e cuja autoridade pública na Madeira nunca esteve em causa. A PSP na Região continuará a ter todas as honrarias que merece pelo seu trabalho».
«A PSP na Madeira é uma polícia com grande eficácia, com tradição de honra e serviço público inquestionável e continuará a contar com o apoio do meu Governo e das instituições regionais para a prossecução da sua missão», disse ainda.
Segundo Miguel Albuquerque, toda esta cooperação e trabalho conjunto é para continuar, acrescentando que serão encontradas novas soluções para os novos desafios que a Polícia continua a enfrentar.
O líder madeirense fez ainda questão de «cumprimentar todos os homens e todas as mulheres que fazem parte deste Comando Regional e agradecer todo o vosso trabalho, toda a vossa dedicação, todo o vosso empenho diário em prol da nossa população». «Um grande obrigado em nome do meu Governo», reforçou.
No seu discurso, Miguel Albuquerque lembrou ainda que «a PSP da Madeira, graças à Autonomia e à descentralização administrativa, recebe 30% das receitas das coimas na Região para os seus investimentos na Madeira e no Porto Santo, como resultado de um contrato-programa entre o Governo e a polícia madeirense».
«A PSP da Madeira, graças a esse protocolo com o Governo Regional e apesar do que dizem, é a mais bem apetrechada do País. Acho que, aliás, este exemplo deveria ser adotado para todas as regiões e todos os comandos do País», salientou. Porque, acrescentou, «eé a própria PSP da Madeira que conhece e sabe quais são as suas necessidades e é em função dessas necessidades (equipamentos, viaturas, etc) que apresenta a sua proposta», explicou.
Miguel Albuquerque disse ainda ser objetivo principal do seu Governo olhar e cuidar dos nossos polícias. Neste sentido, apelou ao diretor nacional da PSP, superintendente-chefe Luís Carrilho: «Estamos também aqui a olhar para os nossos polícias. Temos muitos agentes no Continente à espera de voltar para a sua terra. E precisamos, senhor diretor
nacional, de uma via verde, dentro do possível, para que os nossos profissionais venham para cá trabalhar. Têm aqui a sua casa, a sua família».
O governante disse ainda ser «politicamente favorável a que os nossos profissionais, do Porto Santo e da Madeira, recebam o subsídio de insularidade».
E ainda assegurou que «caso seja necessário criar-se melhores condições para o trabalho dos nossos profissionais, como, por exemplo, uma cooperativa de habitação, o Governo Regional está aberto a encontrar soluções nesse sentido».
«O Governo Regional está disponível, como sempre esteve, para continuar a trabalhar convosco, em nome da segurança pública, da estabilidade e em nome de uma sociedade civilizada, onde os princípios de um Estado de Direito são cumpridos», concluiu.