O Museu da Banana da Madeira - BAM alcançou, em apenas um ano, uma transformação notável, passando de espaço deficitário a projeto sustentável e rentável, ou seja, deixou de ser um encargo para representar uma fonte de rendimento, garantindo assim mais verbas para a GESBA – Empresa de Gestão do Setor da Banana pagar aos bananicultores.
Até setembro de 2025, o BAM registou 50.000 visitantes, o que representa um crescimento de 83% face a 2024, com as entradas por via de agências de viagens a aumentarem 152%. Pela primeira vez, a operação apresenta um saldo positivo, prevendo-se que o número de entradas pagas ultrapasse as 65.000 até ao final do ano.
Esta reviravolta não resultou de grandes investimentos financeiros, mas sim de uma gestão criativa, eficiente e arrojada. A reestruturação interna, a implementação de processos mais ágeis, a otimização de recursos e a digitalização dos canais de venda permitiram reduzir custos e maximizar a margem de contribuição por visitante.
Mais do que um museu, o BAM afirma-se hoje como um espaço fundamental para homenagear os produtores de banana e os seus antepassados, erguendo-se como uma referência cultural da Região Autónoma da Madeira. Em 2025, após três anos consecutivos de défices, o Museu da Banana da Madeira deixa de ser um encargo e afirma-se como motor de receitas para a GESBA, unindo a valorização da identidade cultural madeirense à sustentabilidade económica da empresa.
O reforço das receitas do Museu da Banana foi igualmente impulsionado pela diversificação da oferta. Para além da bilheteira, o BAM lançou uma linha de merchandising e consolidou parcerias estratégicas com produtores de derivados de banana, pastelarias, empresas de bordado e outras casas tradicionais da Madeira. Estas colaborações ampliaram a atratividade do museu, transformando-o num verdadeiro palco de valorização da cultura e da economia regional.
A comunicação inovadora assumiu também um papel decisivo. Com uma presença digital ousada e diferenciadora, tanto o Museu como a Marca Banana da Madeira destacaram-se pela originalidade e criatividade nas redes sociais, através de campanhas disruptivas e conteúdos surpreendentes, capazes de captar atenção imediata. A combinação de uma forte estratégia digital, proximidade com agentes turísticos e ações de comunicação direcionadas converteu o interesse em visitas concretas, atraindo públicos diversificados e cada vez mais curiosos.
A experiência do visitante foi colocada no centro da estratégia. O estado museológico do BAM foi preservado, os espaços verdes mantidos com elevado padrão de qualidade e cada visita transformada numa experiência completa. O prolongamento do tempo de permanência e o aumento do consumo médio refletiram-se diretamente no crescimento das receitas, consolidando o sucesso económico do projeto.