O presidente do Governo Regional, dirigindo-se a Doroteia Leça, lembrou que a prioridade é sempre a mesma: «servir a população e garantir o desenvolvimento do concelho e da Região». E, afiançou-lhe: «Como é tradição na Calheta, continuaremos a trabalhar em conjunto e em harmonia, no sentido de prosseguir os objetivos que nos unem: servir as pessoas, promover o desenvolvimento e garantir uma governação responsável».
Neste sentido, reforçou: «Pode contar e vai contar com o meu apoio e o do Governo para trazer os investimentos necessários e imprescindíveis à continuidade do crescimento deste concelho».
Depois, explicou que, respondendo aos apelos de Doroteia Leça para uma nova via rápida, melhor saneamento básico e consolidação da escarpa da marginal da Calheta, a construção da nova Via Rápida da Calheta terá de ser enquadrada num processo de renegociação das parcerias público-privadas (PPP).
«Esta é uma obra estruturante para o desenvolvimento do concelho e para toda a zona oeste da Madeira. Só com a renegociação das PPP poderemos garantir os meios
financeiros necessários para a sua concretização. Já iniciámos esse trabalho e ele vai ser determinante para o futuro», explicou.
Um projeto que, pela sua importância e valor do investimento, terá sempre de ser «planeado com responsabilidade e visão», mesmo que isso implique a execução da empreitada venha a realizar-se mais tarde.
Na sua intervenção, Miguel Albuquerque reiterou, por mais de uma vez, a disponibilidade do seu Executivo para colaborar com o município, nomeadamente reforçando o investimento em áreas como a habitação, que é a principal prioridade da sua governação para a Região, se possível em todas as freguesias, e o saneamento básico.
«A prioridade é garantir habitação a preços acessíveis para os jovens casais. Vamos continuar a investir, se possível em todas as freguesias, e disponibilizar verbas também para o saneamento básico, que é uma necessidade essencial», asseverou.
Quanto ao saneamento básico, frisou ser um investimento fundamental e garantiu que esse esforço será conjunto, entre Câmara e Governo.
O líder madeirense lembrou ainda o campo de golfe em construção naquele concelho, na Ponta do Pargo, lembrando se tratar, sobretudo, de um projeto de desenvolvimento turístico e imobiliário naquela freguesia e que será «um investimento âncora para a dinamização económica e social da zona oeste».
O governante, no seu discurso, elencou vários indicadores que comprovam um balanço positivo da situação económica regional, entre os quais: «A Madeira está há quase 53 meses com crescimento económico consecutivo, tem hoje a taxa de desemprego mais baixa do país, a dívida pública regional mais reduzida do País (rácio muito inferior à média nacional e da União Europeia) e uma economia em expansão. Fecharemos o ano com um PIB de cerca de 8 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de 83% na última década, o que é extraordinário».
Um excelente desempenho que, como salientou, “é, sobretudo, mérito dos madeirenses, dos empresários e dos trabalhadores».
Miguel Albuquerque disse ainda que «não há progresso sem crescimento económico, pelo que é vital manter-se esta linha de rumo, não podemos recuar», pelo que o seu Governo Regional prepara medidas, no próximo Orçamento, para garantir a continuidade desse crescimento. Uma delas, anunciou, passa por nova redução (diferencial de 30% até ao IRS) do IRS e do IRC (que passará a ser de 13%, «devolvendo rendimento às famílias e às empresas e criando condições para o investimento».
Na sua intervenção, Miguel Albuquerque voltou a enaltecer a importância do trabalho em equipa e da cooperação institucional, defendendo que é preciso se saber «trabalhar uns com os outros, perceber os objetivos essenciais do serviço público e manter o foco no cidadão e na coesão da Região Autónoma da Madeira».
Miguel Albuquerque fez ainda questão e deixar palavras de reconhecimento e gratidão a Carlos Teles e Manuel Baeta, que cessaram agora funções enquanto presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal. E elogiando o trabalho extraordinário desenvolvido por ambos em prol da Calheta.
«A política exige sentido de responsabilidade e de reconhecimento. É importante sabermos valorizar o contributo dos outros. Quero agradecer, em nome do Governo e da Região, o empenho e a dedicação do meu querido amigo Carlos Teles e do meu amigo Manuel Baeta, que muito fizeram pelo concelho e pela Madeira», disse.
Isto porque, na sua opinião, «a política deve ter sentido de reconhecimento e de responsabilidade». «É com essa mesma atitude que hoje renovamos o compromisso de continuar a servir a população e a trabalhar em conjunto com a nova presidente e a sua equipa», corroborou.
A concluir, e lembrando a sua própria experiência enquanto autarca, enalteceu o papel fundamental das juntas de freguesia e dos municípios na ligação direta com os cidadãos: «Os autarcas são os pilares da democracia e da proximidade. São eles que estão na linha da frente, a ouvir, a resolver e a dar corpo à confiança das pessoas nas instituições».