Dia Mundial da DPOC
Hoje, 19 de novembro, assinala-se o Dia Mundial da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), uma iniciativa anual promovida pela Iniciativa Global para a DPOC (GOLD), membro do Fórum das Sociedades Respiratórias Internacionais (FIRS). O objetivo é aumentar a sensibilização para esta doença e divulgar novos conhecimentos e estratégias terapêuticas a nível global.
Este ano, a GOLD destaca a importância do diagnóstico precoce, com o tema: «Falta de ar? Pense em DPOC». A DPOC é uma das principais causas de morte no mundo, especialmente em países com menos recursos. Todos os anos, provoca cerca de 3 milhões de mortes, número que tende a aumentar devido ao envelhecimento populacional e à exposição contínua a fatores de risco, como o tabaco.
O que é a DPOC? A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica é uma patologia respiratória caracterizada pela obstrução persistente das vias aéreas. É evitável e tratável, mas provoca sintomas como falta de ar, tosse crónica e produção de expetoração. Sob esta designação incluem-se: • Bronquite crónica: inflamação persistente dos brônquios, definida pela presença de tosse e expetoração na maioria dos dias, durante 3 meses por ano, em 2 anos consecutivos. • Enfisema: destruição progressiva dos alvéolos pulmonares, levando à perda de elasticidade do pulmão e colapso das vias aéreas.
Principais causas • Tabagismo: responsável pela maioria dos casos. Cerca de 10 a 15% dos fumadores desenvolvem DPOC. • Exposição ocupacional: fumos químicos, poeiras orgânicas e inorgânicas. • Poluição atmosférica: fator agravante, sobretudo em fumadores.
Fatores de risco Profissionais de saúde devem estar atentos a: • Idade ≥ 35 anos • Exposição a fatores de risco (tabaco, poluição doméstica e exterior, ambientes ocupacionais) • Fatores genéticos • Prematuridade ou desvantagens no início da vida • Sintomas respiratórios persistentes
Sinais e sintomas Segundo a Sociedade Portuguesa de Pneumologia, a DPOC afeta cerca de 800 mil portugueses, maioritariamente com mais de 40 anos. Os sintomas agravam com a idade e incluem: • Dispneia (falta de ar) • Tosse crónica • Produção de expetoração Estes sinais comprometem a qualidade de vida, levando à perda de atividade física e isolamento social.
Como saber se tenho DPOC? • É fumador e apresenta tosse com expetoração, sobretudo de manhã, durante 3 meses por ano, em 2 anos consecutivos? • Constipa-se com frequência no inverno, por períodos mais longos? • Fica cansado facilmente ao subir escadas ou rampas? Consulte o seu médico. Pode ter DPOC.
Tratamento • Deixe de fumar: é a medida mais eficaz para travar a progressão da doença. Procure ajuda se necessário. • Previna infeções respiratórias: vacine-se contra a gripe e outras infeções; trate-as rapidamente. • Medicação broncodilatadora: preferencialmente por via inalatória. • Estilo de vida saudável: alimentação equilibrada, controlo do peso e prática de atividade física adequada. • Reabilitação respiratória e oxigenoterapia: indicadas em casos de insuficiência respiratória (sob orientação médica).
Diagnóstico precoce – Rastreio A deteção precoce é essencial para melhorar a qualidade de vida e reduzir complicações.