A Secretária Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, presidiu esta quinta-feira à sessão de abertura da Conferência Novembro Azul, promovida pela Direção Regional de Cidadania e Assuntos Sociais, no âmbito do IV Plano Regional para a Igualdade e Cidadania Ativa (IV PRICA). A iniciativa, realizada no auditório da PSP, foi dedicada à sensibilização para a saúde masculina e à prevenção de doenças que continuam a afetar milhares de homens na Região e no país, contando com a colaboração da PSP-Madeira, através da senhora Comissária Angelina Ribeiro, em representação do senhor Comandante, Superintendente Ricardo Matos, bem como da Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional da Madeira.
Enquanto entidade promotora, a Direção Regional de Cidadania e Assuntos Sociais, representada pela sua Diretora Regional, Graça Moniz, dinamizou a conferência, que contou ainda com a intervenção de Helena Góis, em representação da Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional da Madeira. Foram abordados os desafios atuais, a importância do rastreio precoce e o papel decisivo da prevenção e da informação na mudança de comportamentos.
Na sua intervenção, Paula Margarido sublinhou que o Novembro Azul se inscreve no IV Plano Regional para a Igualdade e Cidadania Ativa (IV PRICA), coordenado pela Secretaria Regional da Inclusão, Trabalho e Juventude, e que esta conferência é uma das ações concretas promovidas pela Direção Regional de Cidadania e Assuntos Sociais no âmbito do Eixo 2, dedicado à promoção de valores e atitudes igualitárias nas áreas da educação, saúde, cultura e desporto. Enfatizou que, da perspetiva da inclusão, é fundamental combater estereótipos de género e criar contextos sociais que ajudem os homens a cuidar de si, da sua saúde e do seu bem-estar, em articulação com os serviços de saúde competentes.
A Secretária Regional reforçou que a saúde é um fator essencial para o desenvolvimento pessoal, para a autonomia e para a participação plena na comunidade, lembrando que “a forma como olhamos para a saúde masculina é também uma questão de inclusão, de justiça social e de igualdade de oportunidades ao longo da vida”.
A sessão incluiu o testemunho de Fábio Sá, o segundo homem mais jovem na Região a ser diagnosticado com cancro da próstata, que partilhou a sua experiência de doença, superação e a importância do diagnóstico precoce.
Recordando que muitas doenças que afetam os homens, como o cancro da próstata, o cancro do cólon e reto, a diabetes, as doenças cardiovasculares, a depressão, a ansiedade e até a disfunção erétil, continuam a ser subdiagnosticadas, a governante alertou para o peso dos tabus associados à masculinidade. Defendeu que é urgente quebrar silêncios e promover uma verdadeira cultura de prevenção, sublinhando que “homens que fazem rastreios vivem mais e vivem melhor”.
Do ponto de vista da inclusão social, Paula Margarido destacou que investir na prevenção e no cuidado permite às pessoas “manter a autonomia, adiar a institucionalização e viver mais tempo no seu ambiente familiar”, reafirmando que estas metas estão no centro da missão da Secretaria Regional da Inclusão, Trabalho e Juventude: promover dignidade, participação e qualidade de vida ao longo de todas as etapas da vida.
A Secretária Regional agradeceu à Direção Regional de Cidadania e Assuntos Sociais, à Liga Portuguesa Contra o Cancro, à PSP, aos profissionais de saúde, aos oradores e a todas as entidades presentes, sublinhando que cada iniciativa como esta contribui para “transformar mentalidades e salvar vidas”.
A conferência prosseguiu com vários testemunhos e momentos de sensibilização, reforçando a mensagem central: cuidar da saúde masculina é também uma causa de inclusão, de responsabilidade partilhada e de igualdade entre mulheres e homens.