A Região deu início, este sábado, à 26.ª Campanha "Saco", integrada na iniciativa nacional que mobiliza os 21 Bancos Alimentares portugueses.
Nesta campanha, juntam-se cerca de 800 voluntários, cuja generosidade dá rosto à solidariedade madeirense e reforça a capacidade de resposta de toda a rede social.
A Secretária Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, visitou as instalações do Banco Alimentar Contra a Fome da Madeira, onde se encontra a decorrer a recolha de donativos no âmbito desta campanha.
Durante a visita, Paula Margarido destacou o papel fundamental do Banco Alimentar Contra a Fome, representado na Região pela Associação 'Mão Solidária', enquanto central de abastecimento solidário que apoia 52 instituições parceiras, chegando a cerca de 7.000 pessoas em situação de vulnerabilidade social.
"Com o arranque da 26.ª Campanha 'Saco', mostramos, mais uma vez, que a solidariedade faz parte da identidade madeirense", afirmou.
Para a governante, "a Região Autónoma da Madeira tem vindo a utilizar instrumentos próprios de política pública que lhe permitem ser, de forma consistente e consecutiva, a região do País que mais contribui para a redução das assimetrias sociais".
Recorde-se que, de acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos ao Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (ICOR), a Madeira surge como a região do país com os melhores indicadores de coesão social.
"Coesão social traduz-se neste estreitar de laços entre Governo Regional, instituições e comunidade em geral. É esta articulação assente em princípios e valores comuns que nos permite construir respostas mais eficazes e duradouras, onde cada um assume a sua responsabilidade, enquanto agente de mudança para uma sociedade cada vez mais rica no que toca à sua identidade cultural e ao seu património solidário. E porque a união faz a força, sem uma destas partes envolvidas, não conseguiríamos obter estes resultados positivos apresentados pelo INE", referiu.
A Secretária Regional acrescentou que a "Região não se limita a responder às situações de vulnerabilidade: está a alterar estruturalmente as condições de vida das famílias, utilizando políticas públicas integradas nas áreas da inclusão, juventude, emprego e apoio social."
Banco Alimentar na Madeira estende a sua ação enquanto “Mão Solidária'
A Associação Mão Solidária, representante do Banco Alimentar Contra a Fome na Região, tem alargado a sua missão para além da doação alimentar. A instituição tem vindo a intervir noutras áreas de solidariedade, nomeadamente na doação de bens materiais que, não sendo utilizados, podem ser reutilizados, unindo assim a ação social aos desafios atuais como a questão da sustentabilidade ambiental.
Ao dar uma segunda vida a estes artigos, a instituição não só ajuda quem precisa, como reduz o impacto ambiental do desperdício.
O Presidente da Associação, Lúcio Moniz, que acompanhou a visita da Secretária Regional, explicou: "Cada tonelada de vegetais e fruta que salvamos do desperdício evita a emissão de 1,2 toneladas de CO2", alertando para os últimos dados sobre desperdício alimentar: "Em média, cada português desperdiça 180 kg de alimentos por ano. Trata-se de um valor equivalente a meio ano de alimentação de uma pessoa".
Transparência e rigor no topo das prioridades
Para Lúcio Moniz, "é fundamental manter a credibilidade conquistada ao longo de 13 anos de atividade e que elevaram a instituição ao reconhecimento da população madeirense, como uma instituição que dignifica a causa solidária, garantindo a proteção dos que verdadeiramente necessitam".
Um trabalho que, segundo o presidente, "é realizado com máximo rigor e transparência".
Para garantir que a ajuda chega a quem realmente precisa, a instituição implementa um sistema rigoroso de rastreio da informação recebida pelas 52 entidades parceiras que identificam as famílias carenciadas e reportam essa informação à instituição. Esta lista é depois cruzada com os dados recolhidos pelas restantes instituições, assegurando que não há duplicação de apoios entre instituições.
"É através deste método criterioso e deste compromisso inabalável com o rigor e a transparência que contamos com o apoio financeiro do Governo Regional", sublinhou, afirmando que tais apoios "não existiriam sem o cumprimento destes procedimentos".
A 26.ª Campanha "Saco" percorre o país através dos 21 Bancos Alimentares portugueses. Paralelamente, decorre até 7 de dezembro a "Campanha Vale" nos supermercados, através de vales solicitados nas caixas ou via doação online. Para contribuir, visite: www.alimentestaideia.pt.