Na oportunidade, questionado pelos jornalistas, o governante assumiu que «há algumas normas que estão no plano diretor que não fazem nenhum sentido».
«Vou dar um exemplo. A limitação das áreas comerciais terem de ser inferiores a 500 m² não tem nenhum sentido», defendeu.
O líder madeirense lembrou que «existe uma mudança funcional no comércio, na indústria e naquelas que são as necessidades das pessoas e não faz nenhum sentido, neste momento, haver algumas limitações, e que constam também em termos de construção no plano diretor, que vêm estrangular o investimento».
«Quando estou a falar nisso não é libertar a especulação imobiliária, nem de destruir a paisagem, nem de destruir o equilíbrio ecológico. Falo de regras funcionais às quais os investidores hoje têm de obedecer no sentido de terem retorno aos seus investimentos e
que são limitadas de uma forma absurda por este documento, que tem que ser revisto», esclareceu.
A propósito, recordou que um dos compromissos do presidente da Câmara eleito (Jorge Carvalho) foi «o da revisão e da adaptação do plano diretor a normas mais razoáveis, mais funcionais e amigas de desenvolvimento, sem pôr em causa a integridade do território, o equilíbrio ecológico e a preservação da paisagem».