Miguel Albuquerque diz que para a Madeira é um orgulho ter uma escola com o nível de excelência do Liceu Jaime Moniz. Uma declaração proferida durante o Dia do Liceu, que se comemorou hoje na Escola Secundária Jaime Moniz, assinalando os 188 anos da escola e os 80 anos do edifício atual.
Uma cerimónia onde foram homenageados antigos professores e funcionários, que, entretanto, se reformaram, bem como distinguidos 15 alunos (cinco do 10º ano, cinco do 11º ano e cinco do 12º ano) que se distinguiram no mérito escolar.
Uma oportunidade para o presidente do Governo Regional reforçar o agradecimento do seu Executivo pelo papel decisivo dos responsáveis daquela instituição (incluindo nos responsáveis aqueles que no dia-a-dia assumem a responsabilidade suprema de educarem as novas gerações) no «quadro daquilo que é decisivo para o futuro da Madeira, que é termos novas gerações com uma boa Educação e preparadas para enfrentar o futuro».
Isto porque, conforme destacou, «a pedra angular de uma sociedade justa que faz da coesão social um desiderato importante é, sem sombra de dúvida, a Educação».
«A Educação é o alicerce da mobilidade social, do desenvolvimento integral do indivíduo e também da defesa da nossa civilização face às ameaças que vivemos», complementou.
Neste sentido, fez questão de garantir que o seu Governo Regional «vai, em colaboração com os nossos professores e com os nossos responsáveis escolares, a enfrentar os desafios».
«O mundo está a atravessar a revolução mais célere e mais impactante que aconteceu ao longo da história. A revolução digital está a acontecer a um ritmo assustador. Ao invés de não acompanharmos estes desafios, nós acompanhamos e tentamos compreendê-los», explicou.
Nesse sentido, e na sequência das reformas que têm sido introduzidas com as chamadas “salas do futuro”, que abarcam as 26 escolas básicas (segundo e terceiro ciclos) e secundárias da Madeira, anunciou a introdução do ensino da Inteligência Artificial na Região, já neste ano docente. Para já, a título experimental e contando com a formação dos respetivos professores, apenas nas escolas de Santa Cruz e da Ponta do Sol.
A este respeito, salientou: «O maior desafio que vamos ter é saber qual a repercussão positiva e negativa da Inteligência Artificial nas nossas vidas. A Sociedade tal e qual a conhecemos vai continuar a mudar muito rapidamente e de uma forma bastante substancial, de vido à introdução desta nova tecnologia, que é transversal a toda a nossa vivência, a tudo aquilo que conhecemos até à data».
Segundo o líder madeirense, «os impactos da IA serão profundos e com bastante significado na nossa vivência diária, na vivência das nossas instituições». Pelo que «o pior que poderíamos era ignorar os desafios».
«Temos de preparar as nossas gerações e capacitá-los com o conhecimento e a capacidade intelectual para enfrentar estes desafios. Estando aqui hoje nesta instituição que é paradigmática do trabalho que desenvolvemos ao longo de tantos anos, no sentido de dotarmos as novas gerações de educação, cultura, formação, capacidade criativa e capacidade de avaliação ética e moral, faço questão de partilhar convosco estes grandes desafios», realçou.
O governante disse ainda ser preciso que saibamos olhar para o mundo. «Olhar para o mundo não é adormecer o nosso cérebro na Internet ou no Tik tok. Olhar para o mundo exige, muitas vezes, análise crítica, trabalhosa (como se faz aqui), sobre a realidade. Exige estudo, autodisciplina, ponderação», defendeu.
Para Miguel Albuquerque, «só com cultura, educação e juízo crítico é que se poderá discernir o bem do mal, a verdade da mentira». «A base continua a estar aqui: na educação e, sobretudo, na formação transversal que nós conseguimos administrar aos nossos jovens», relevou, face aos desafios que a IA vai trazer e à perceção da informação e comunicação diuvulgadas.
A concluir, reiterou agradecimentos a todos os professores, a todos os assistentes operacionais e «aos pais destes jovens maravilhosos que obtêm resultados fantásticos e que são um orgulho para a Madeira».