O presidente do Governo Regional deu hoje os parabéns à escola básica e secundária de Machico, mas também ao seu corpo docente e aos pais dos alunos, por ser o exemplo do que se pretende continuar «a assegurar na região: «um Ensino de excelência, onde os jovens madeirenses e porto-santenses são objeto da melhor educação possível».
Miguel Albuquerque falava durante a cerimónia – que aconteceu na manhã desta sexta-feira, nas instalações daquela escola – de entrega de diplomas de mérito aos alunos que mais se distinguiram no ano letivo transato. Ao todo foram 149.
Aos presentes, o governante diz que este Ensino de excelência «só é suscetível de acontecer se tivermos professores motivados, tivermos funcionários da escola dedicados e tivermos as famílias em consonância com aqueles que são os objetivos da nossa comunidade autônoma da Madeira».
O líder madeirense sublinha que a estratégia que tem sido seguida é bem clara: «A pedra angular do desenvolvimento das sociedades e sobretudo desta sociedade que estamos a viver, de transição tecnológica, é, sem sombra de dúvida, a Educação».
«A educação dos nossos jovens é aquilo que vai determinar o valor acrescentado da sociedade do futuro», defendeu.
Miguel Albuquerque recorda que «estamos a viver, como toda a gente pode constatar, uma revolução aceleradíssima, muito mais acelerada do que a revolução industrial, muito mais acelerada daquilo que aconteceu nos anos 50 60, 70 e 80 no pós-guerra».
«Nós estamos a viver uma revolução digital, que está a mudar completamente o mundo», salienta.
Segundo o governante, «os processos produtivos estão a mudar completamente, ou seja, o valor acrescentado, hoje, nas economias é, sem sombra de dúvida, a capacidade competitiva, a análise matemática e aquilo que nós conseguimos fazer através dos chamados, eu não gosto da palavra, recursos humanos».
Neste sentido, preconiza que «as sociedades mais avançadas são aquelas que vão conseguir liderar a Revolução Digital». «E é por isso que esta é uma aposta que nós temos de continuar a fazer. E eu queria dizer (penso que as pessoas em casa querem saber onde é que são aplicados os vossos impostos e a forma como estão a ser aplicados) que, neste Orçamento, são quase 550 milhões de euros que serão aplicados na Educação», adiantou.
Uma aposta que, considera, ainda bem que foi feita, porque «a Madeira, finalmente, vai ter hipótese de ter uma economia de valor acrescentado, onde a digitalização é, sem sombra de dúvida, a primeira ocasião da História onde nós não temos desvantagens competitivas». Ou seja, elencou, «a ultraperiferia e a circunstância que estarmos numa ilha não vai impedir o desenvolvimento da tecnologia digital: não implica o transporte de carga, não implica a mobilidade das pessoas».
O líder madeirense enalteceu a aposta na criação e na atração de empresas tecnológicas para a Região. Que faz com que a Região tenha já 500 empresas tecnológicas, com valores de faturação superiores a 640 milhões de euros.
«Ainda ontem ou anteontem, tive a ocasião – espero que vocês também tenham a oportunidade de ver – a primeira empresa de robots, que está aqui instalada ao lado, em Santa Cruz. E eu tive a ocasião de falar com o primeiro robô que está a ser desenvolvido aqui na Madeira, na empresa Datamentors. Foi batizado como “O Semilha”. Não sei se vocês tiveram a oportunidade de o ver, mas vale a pena. Até para se ter uma ideia do rumo que está a levar a nossa economia», enfatizou.
O presidente do Governo Regional aproveitou a aposta que a escola de Machico está a fazer ao nível da aprendizagem das novas tecnologias para sublinhar que «esta escola está no caminho certo».
Mas, adiantou, não é só nas competências técnicas: «Esta escola envolve um conjunto de valores, que ficaram aqui bem expressos. Vocês tiveram aqui jovens – que no meu tempo não tinham acesso ao ensino da música, só meia dúzia é que estudava no Liceu e muito menos na Música – a cantar e a executar aqui uma música muito bem executada, através de uma linguagem universal que é a música. Nós temos também de estimular a criatividade e a interação entre as pessoas que a própria Arte desenvolve. A Arte, a Cultura e as Humanidades».
Neste sentido, frisou, aquela escola também é um bom exemplo: «Eu quase todos os anos venho aqui ao Mercado Quinhentista e a base desta belíssima iniciativa é a escola de Machico, que, em interação com a sociedade, promoveu um dos fenómenos mais importantes do calendário do turismo regional».
Salientando estar muito satisfeito por estar naquela cerimónia e agradecendo o convite para tal, Miguel Albuquerque conclui, reforçando o objetivo a alcançar: «Uma educação
de excelência para as novas gerações; nós temos de estar cientes que estamos a competir em todo o lado. Temos de liderar e ter resultados cada vez mais positivos na educação»