O Museu da Banana da Madeira - BAM encerrou o ano de 2025 com resultados históricos, alcançando, pela primeira vez desde a sua abertura, uma operação financeiramente lucrativa, num contexto de crescimento sem precedentes do número de visitantes.
Em 2025, o Museu registou 65.285 entradas, face às 39.300 verificadas em 2024, o que representa um crescimento global de 66,1%. Estes resultados confirmam a crescente procura por experiências culturais e turísticas de qualidade e consolidam o BAM como um dos equipamentos mais dinâmicos da Região Autónoma da Madeira.
As entradas de clientes diretos registaram um crescimento muito expressivo, atingindo 45.787 visitantes, o que representa um aumento de 78,1%, refletindo a valorização da experiência museológica e a capacidade do Museu de atrair público de forma autónoma.
Paralelamente, o segmento das agências de viagens registou igualmente um crescimento muito sólido, com 17.012 visitantes, correspondendo a um aumento de 60,6%, reforçando a integração do Museu nos circuitos turísticos organizados e na oferta turística estruturada da Região.
Para o Secretário Regional de Agricultura e Pescas, Nuno Maciel, “estes resultados representam um marco histórico, demonstrando que é possível conciliar missão cultural, valorização da banana da Madeira, promoção da identidade regional, sustentabilidade económica e rendimento ao produtor”.
“O ano de 2025 ficará assim registado como um ponto de viragem na gestão desta infraestrutura. O Museu da Banana da Madeira é hoje um projeto maduro, financeiramente sustentável e com enorme potencial de crescimento futuro”, sublinha Nuno Maciel, que não tem dúvidas em afirmar que aquela infraestrutura “não é mais um encargo para o bananicultor, mas antes um ativo para a empresa que gere o setor e, por essa via, dá um importante contributo para que se possa manter o preço médio pago ao produtor que, como se sabe, foi de 1.06€ ao quilo em 2025”, refere o governante.
“O que se verifica todos anos é que as ajudas POSEI são insuficientes para manter o preço pago aos bananicultores. E todos os anos, há um esforço financeiro do orçamento regional e da GESBA para compensar essa insuficiência do POSEI. Com estes resultados positivos do Museu da Banana, estaremos a dar um importante contributo para manter os preços pagos pela banana, com menor esforço financeiro para a Região e para a empresa que gere o setor”, acredita Nuno Maciel.
Para além dos resultados positivos, o Museu da Banana tem outras valências importantes para a fileira da banana. “É neste espaço que está sediado o serviço técnico de apoio ao produtor e onde há a disponibilização de canhotas e de exemplares puros livres de pragas, a preços simbólicos”, sublinha o Secretário Regional de Agriculturas e Pescas.
Por detrás destes números históricos do Museu da Banana estão boas opções de gestão e apostas estratégicas arrojadas na comunicação, no marketing e na publicidade.
No Museu da Banana da Madeira, a estratégia centrou-se na promoção e comunicação de uma experiência cultural mais envolvente e contemporânea, capaz de gerar procura própria e converter notoriedade em entradas efetivas.
Concomitantemente, a Marca Banana da Madeira seguiu um caminho ousado e fora da caixa, explorando fórmulas inovadoras e, por vezes, a desafiar os limites convencionais do marketing, sempre com coerência e alinhamento estratégico.
A combinação destas abordagens resultou em mais visitantes para o Museu, reforço da notoriedade e prestígio da Marca e, para a GESBA, um significativo aumento na comercialização e na valorização do produto regional.
O Museu da Banana da Madeira – BAM continua a manter um dia de acesso gratuito para residentes na Madeira, sempre no último sábado de cada mês.