“A Escola Agrícola da Madeira é um pilar de desenvolvimento do sector primário na Região”. Palavras do secretário regional de Agricultura e Pescas, durante uma visita realizada hoje, a este polo de ensino no concelho de São Vicente.
Nuno Maciel aproveitou esta deslocação para se inteirar do curso de Capacitação em Empresário Agrícola que se encontra a decorrer até março e que junta 12 formandos de vários concelhos da Região.
Segundo fez saber o responsável, o desempenho da Escola Agrícola enquadra-se num novo paradigma que se quer para o sector primário regional, onde o conhecimento, aliado à tecnologia, permite que o produtor possa produzir mais e com menos esforço em menores áreas.
“A procura por este curso confirma que o sector primário na Região tem dinâmica e continua a ser uma fonte de rendimento. Por outro lado, permite adquirir novos conhecimentos em vários domínios, nomeadamente ao nível da mecanização agrícola e de métodos de produção mais sustentáveis, entre outros, que permitem, acima de tudo, enveredar para uma Agricultura mais rentável e tecnologicamente mais moderna, com menos esforço para o agricultor” frisou o secretário, adiantando que as formações são gratuitas.
Outro aspeto fundamental desta formação reside no acesso a fundos comunitários. Após a conclusão do curso, o formando passa a poder candidatar-se a diversos apoios no âmbito do PEPAC, aos quais, de outra forma, não teria acesso, conforme explicou Nuno Maciel.
“Após terminar este curso, estão ao dispor dos formandos alguns benefícios nas candidaturas aos fundos comunitários. Por exemplo, é possível, aos jovens agricultores (até 40 anos), candidatarem-se a medidas específicas de investimento com majorações mais altas a fundo perdido que podem chegar a 10 %”, referiu o secretário, sublinhando ainda que, através de formação adequada, é possível apresentar candidatura ao prémio à instalação de jovens agricultores, cujos valores variam entre 12.000€ e 35.000€, em função da dimensão da exploração e do enquadramento do candidato, nomeadamente se exerce a atividade agrícola a título principal ou não.
Perante os formandos, num ambiente escolar que conhece bem, Nuno Maciel abordou vários temas, entre os quais a importância dos seguros agrícolas, a disponibilidade permanente dos técnicos da secretaria e a mais-valia da transformação e comercialização de produtos agrícolas como forma de aumentar o rendimento.
689 horas de formação em 2025
Durante o ano de 2025 foram realizadas 33 ações de formação, abrangendo 817 participantes e totalizando 689 horas de formação, distribuídas por 15 cursos, 7 ações de sensibilização, 10 workshops e 1 fórum comemorativo do aniversário da EAM. Do total da formação ministrada, 23 ações corresponderam a formação não sectorial (617 participantes / 154 horas) e 10 ações a formação sectorial (200 participantes / 535 horas), evidenciando uma forte aposta na capacitação técnica especializada do setor agrícola regional.
Números que atestam a dinâmica deste núcleo de ensino e a visão do Governo Regional no que respeita à captação e valorização do conhecimento no setor primário.